sexta-feira, 16 de abril de 2021

 Procurem-no...


Diz o velho jargão, ‘nunca voltes ao lugar onde foste feliz’. Como todos os jargões - ditados, ditos populares e quejandos - umas vezes é verdadeiro, outras não.

Não é, felizmente, neste regresso de Matthieu Bonhomme a Lucky Luke - e ao seu universo - depois do justamente aclamado O homem que matou Lucky Luke - em que consegue levar ainda mais longe a sua personalização do universos criado por Morris - e consolidado por Goscinny.


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Peter Pan #1: Londres

 Como um murro no estômago...


Como já referido noutro caso equiparável, os que pertencem à minha geração - bem como à geração anterior e à(s) seguinte(s) - descobriram muitos dos clássicos da literatura nas versões animadas ou aos quadradinhos de Walt Disney.
Peter Pan, para mim, é um dos exemplos, por isso (re)descobri-lo nesta versão crua e psicologicamente violenta de Regis Loisel, foi como um autêntico murro no estômago.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Tex: A chicotada

 O melhor de três mundos

Continuando a apostar nos fumetti Bonelli, uma 'marca' em crescimento nos nossos dias, dando razão aos que apontavam a sua qualidade apesar do seu carácter predominantemente (?) popular, A Seita estreia no seu catálogo Tex Willer.

Ao optar pela colecção Tex Romanzi a Fumetti - (erradamente) publicada no Brasil como Tex Graphic Novel... - a editora portuguesa tenta aproveitar o melhor (?) de três mundos.


segunda-feira, 22 de março de 2021

Howard Flynn

 

Passagem por Portugal

Criação de William Vance e Yves Duval, Howard Flynn é uma série que decorre no final do século XIX e tem como protagonista um oficial da marinha britânica - que lhe dá o título. Oficial esse que, ao longo de meia dúzia de aventuras, teve uma - dupla! - passagem relevante por Portugal.


Undertaker #2: A Dança dos Abutres

 

Os abutres terão de esperar


Eu sei que já escrevi sobre esta obra aquando da leitura que fiz da edição francesa original, sei que já reencaminhei para ela os leitores deste blog quando reproduzi a informação da editora sobre o seu lançamento em português, mas porque há sempre quem seja mais distraído, reforço o conselho de compra e leitura de Undertaker #2: A Dança dos Abutres - como seguimento e conclusão do volume 1 da série, O Devorador de Ouro - porque há obras que justificam (quase) todos os elogios - e este é uma delas.


sexta-feira, 19 de março de 2021

Tex Edição Especial Colorida #14

 

O tamanho, o tamanho...


Regresso ao tema das histórias curtas, com duas afirmações que sei que podem ser polémicas:
- É possível uma história curta transmitir tanto prazer ao leitor quanto uma história longa;
- Uma história curta pode dar tanto ou mais trabalho (a escrever) que uma longa.
Justifico-me já a seguir.

sábado, 13 de março de 2021

Death Note Black Edition #1

 Edição melhorada


Há quase uma década, chegava ao mercado português um dos mais famosos manga, Death Note, sendo a edição dos 12 volumes de 200 páginas que a compõem concluída cerca de cinco anos depois.
Agora, a Devir volta a propor a obra máxima de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata numa edição melhorada, de maior formato, capa com aplicações de verniz, bordas das páginas completamente negras, umas poucas páginas (bem) coloridas e dois tomos (dos iniciais) por volume.


quinta-feira, 11 de março de 2021

Revista do Clube Tex Portugal #13


Em transição...

Publicação de e para fãs, a Revista do Clube Tex Portugal tem sabido afirmar-se para lá daquela condição inicial incontornável, assumindo-se como projecto consistente e credível, liberta do espírito de 'carolice', muitas vezes associado a este tipo de edições, como desculpa para falhas e atrasos.
Em fase de transição, tem sabido impor-se, não só em Portugal, mas também em Itália e no Brasil, quer pela qualidade crescente dos seus colaboradores, quer, consequentemente, dos seus conteúdos.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Sybylline 1975-1982

 

Terno e violento


Tenho Raymond Macherot como um dos meus autores favoritos, que me consegue surpreender sempre, em especial pela forma como consegue combinar o grafismo simpático e ternurento de Chlorophylle ou Sibylline, pequenos habitantes de belos bosques naturais, com uma violência explícita que choca pelo contraste.
Possivelmente, para ser levado a sério e perdurar na memória de quem o leu, não poderia ser de outra forma.

terça-feira, 9 de março de 2021

 

Três... digitais

São propostas digitais, para as quais, possivelmente, estamos mais disponíveis neste tempo de pandemia e confinamento, foram divulgadas no Calendário BD deste mês mas, para os mais distraídos - e porque se justifica - deixo breves notas sobre elas.
[Para aceder às versões digitais, basta clicar nos respectivos títulos.]

segunda-feira, 8 de março de 2021

 Marcas...


Para um leitor de banda desenhada franco-belga (clássica...), o que primeiro marca nesta edição, é a homenagem, evidente na capa, a uma das obras-primas de Edgar P. Jacobs, A Marca Amarela.
No entanto, ultrapassada essa referência, potenciada pelo muro de tijolos, e pela 'marca vermelha' nele desenhada com um 'W' - ou um 'M' invertido... - no interior de um círculo aberto, para além de uma e outra narrativa decorrerem numa Londres nevoenta e de os protagonistas se relacionarem com a Scotlland Yard, nada mais une este Dylan Dog e aquele Blake e Mortimer.