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11/08/2017

Nas bancas: Dylan Dog - Mater Morbi



(nota informativa disponibilizada pela editora)
Esta semana a Levoir e o jornal Público apresentam em estreia nacional Dylan Dog, o popular detective do sobrenatural criado pelo Tiziano Sclavi em 1986 para a Editora italiana Sergio Bonelli, e que, mais de trinta anos depois da sua estreia se mantém como um verdadeiro fenómeno de culto, que aliou o sucesso do público à aclamação da crítica e mesmo de intelectuais conhecidos como Umberto Eco, que declarou:  “Posso ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog dias e dias sem me aborrecer”.
Não, não é exagero de Umberto Eco. Dylan Dog é tão interessante quanto os clássicos, lá encontramos referências não gratuitas à literatura, aos clássicos, à música, que vão desde o pop ao cinema de autor, temos filosofia, crítica social, religião, reflexões acerca da humanidade, uma enorme mistura tratada com muito bom humor, inteligência e um cinismo ácido e mordaz.
Massimo Carnevale e Roberto Recchioni são os autores da obra apresentada esta semana, Dylan Dog: Mater Morbi. Nomes grandes dos fumetti italianos, o argumentista Recchionie o desenhador Massimo Carnevale criaram uma história em que o conhecido detective Dylan Dog, hipocondríaco confesso, enfrenta o seu medo mais profundo: a deterioração do próprio corpo devido a uma doença desconhecida e talvez até incurável. Uma doença que o levará às profundezas de um mundo onírico e aterrorizador, onde encontrará... Mater Morbi!
Prémio de melhor novela gráfica de terror pelos prestigiados The Ghastly Award 2016, Dylan Dog: Mater Morbi é uma reflexão carregada de crueza sobre os efeitos que uma doença grave tem no ser humano, sobre o medo irracional dos hospitais e da perda de saúde, o terror provocado pela aproximação da morte, a atitude com que cada pessoa enfrenta a sua doença e com ela convive.
Dylan Dog: Mater Morbi é um presente para os amantes de comic de terror. Com prefácio de João Miguel Lameiras, capa dura e 120 páginas no formato 170 x 257 mm é um objecto de culto de aquisição imprescindível para os fanáticos de Dylan Dog. Uma obra para guardar e recordar.

  

  
(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão)

7 comentários:

  1. Já o li e só o que tenho a dizer é que gostei muito.Espero que sejam editados mais livros desta personagem.Até agora dos melhores livros desta terceira série.

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  2. Eu também li hoje, em italiano, antes de ir comprar a versão portuguesa. Também gostei muito. Foi o segundo que comprei depois do Traço de Giz, que já tinha.
    Não tem nada de terror nem de sobrenatural. Essas classificações podem afastar muita gente, como era o meu caso. Estava convencido que ia passar mais este, mas ao ler fiquei muito agradavelmente surpreendido.
    Mas atenção que este livro é excepção, os outros Dylan Dog são mesmo de sobrenatural e algum terror.
    A não perder, forte candidato a melhor livro da colecção.

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  3. Único senão as dimensões reduzidas e ainda por cima com espaço mal aproveitado: apertado na horizontal e espaço desperdiçado na vertical. Isto em oposição por exemplo ao Parque Chas com margens unformes em todo o redor.
    já sei que têm de usar dimensãoes standard, mas deviam ter usado o mesmo formato do Parque Chas, até porque são dois livros que ficam bem um lado do outro.

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  4. silentsoul11/8/17 22:31

    Conhecia o Dylan Dog de ouvir falar sobre, mas nunca o tinha lido. Agora que o li posso dizer que gostei bastante. Gostei da história, que não sendo uma história de terror clássico (seja lá o que isso for), aborda um outro tipo de terror, o terror da doença, de nos vermos privados da nossa saúde, impotentes e nas mãos de outros, imersos num sistema de saúde que não compreendemos. Bem sei que a situação do livro é ficcionada mas quando nos deparamos com uma situação parecida o medo que nos invade é real. Gostei da abordagem do juramento de Hipócrates e o que será melhor para o doente. Esta série de novelas gráficas tem sido muito boa, espero que assim continue.

    silentsoul

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  5. Sem dúvida um dos melhores álbuns desta colecção. Um excelente argumento complementado por muito boa arte de Massimo Carnevale. Um drama sobrenatural que agarra da primeira à última página.

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  6. Muito, muito bom... 100% recomendado!

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  7. Excelente e um maravilhoso desenho num preto e branco que eu adorei. Não se lê...devora-se. Parabéns pela escolha e pela oportunidade.

    Letrée

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