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11/07/2017

Valérian: nova colecção ASA/Público

 
(nota informativa disponibilizada pela editora)

O PÚBLICO e a ASA editam, já a partir de 26 de Julho, a tão aguardada colecção de BD: “Valérian e Laureline” da autoria de Pierre Christin (argumento) e Jean-Claude Mézières (desenho).
Esta colecção especial, resultante da parceria ASA/Público, é composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados de Valérian e Laureline, os intrépidos agentes espácio-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galáctico Terrestre no séc. XXVIII.

Unanimemente considerada um clássico da nona arte, esta série é também uma obra-prima da ficção científica, tendo influenciado todas as criações posteriores nesse domínio, na literatura e não só. No âmbito da produção cinematográfica, serviu de inspiração a vários realizadores, entre os quais George Lucas e Luc Besson.
Este último, admirador confesso da série e dos seus autores, assina a longa- ‑metragem Valérian e a Cidade dos Mil Planetas, com estreia mundial no verão de 2017.
Onze álbuns duplos e um single, numa edição em capa mole com badanas, formato: 22*28cm) que os leitores do jornal PÚBLICO poderão adquirir, por 8,90€, todas as quartas-feiras.
Eis a data de saída de cada álbum:

#1 Sonhos Maus / A Cidade das Águas Movediças
26-07-2017
96 p.

#2 O Império dos Mil Planetas / O País sem Estrela
02-08-2017
104 p.

#3 Bem-Vindos a Alflolol / Os Pássaros do Mestre
09-08-2017
104 p.

#4 O Embaixador das Sombras / Em Terras Fictícias
16-08-2017
104 p.

#5 Os Heróis do Equinócio / Metro de Châtelet – Direcção Cassiopeia
23-08-2017
104 p.

#6 Estação de Brooklyn - Terminal do Cosmos / Os Espectros de Inverloch
30-08-2017
104 p.

#7 A Ira de Hypsis / A Grande Fronteira
06-09-2017
120 p.

#8 As Armas Vivas / Os Círculos do Poder
13-09-2017
128 p.

#9 Reféns do Ultralum / O Órfão dos Astros
20-09-2017
120 p.

#10 Tempos Incertos / Nas Imediações do Grande Nada
27-09-2017
112 p.

#11 A Ordem das Pedras / O AbreTempo
04-10-2017
112 p.

#12 Recordações de Futuros
11-10-2017
álbum single, 56 p.

A opinião de As Leituras do Pedro
Esta era uma das colecções mais pedidas pelos leitores pois apesar de estar quase integralmente editada em português - apenas há um álbum inédito na colecção - a maioria dos álbuns estavam há muito esgotados e alguns deles são mesmo impossíveis de encontrar.
E cuja qualidade e importância - a par do mediatismo que o filme vai de novo conferir a Valérian e Laureline - justificam por si só a (re)edição.
É pena que mais uma vez a ASA tenha perdido a oportunidade de fazer uma edição realmente integral, por ter deixado de fora as histórias curtas da série, em tempos publicadas em português sob o título Pelos Caminhos do Espaço (ver cronologia completa da série em português seguindo este link) o que evitaria a existência de um álbum simples a par de onze duplos. E, bem posicionado, evitaria que os dípticos da série, ficassem todos divididos por dois volumes, como acontece no presente caso.
Finalmente, a obra em si, numa edição destas, justificava sem dúvida uma capa dura e, já agora, uma caixa arquivadora - a exemplo do que a FNAC fez para XIII - que até podia ser fornecida por encomenda, apenas para quem a desejasse…

OS AUTORES
Pierre Christin, argumentista
Nasceu em 1938, em Saint-Mande, nos arredores de Paris (França). Estudou na Sorbonne, após o que, nos anos 1960, entre as suas actividades como pianista de jazz e os seus primeiros trabalhos na área do jornalismo, da tradução e da publicidade, decide partir à descoberta dos Estados Unidos, onde vem a instalar-se, ensinando literatura numa Universidade.
Em 1967, assina, com Jean-Claude Mézières, a primeira aventura de Valérian, que ambos decidem enviar à revista Pilote sem nunca imaginarem o sucesso e a longevidade que estava reservada para o seu herói. É também por esta altura que é nomeado para a Universidade de Bordéus, onde funda, em 1968, aquilo que virá a ser uma importante escola de jornalismo, de que Christin sempre foi um dos principais impulsionadores.
Na área da BD, é autor de argumentos para desenhadores tão díspares como Jacques Tardi, François Boucq, Jean Vern, Claude Auclair, Daniel Ceppi, Enki Bilal ou Annie Goetzinger. É ainda autor de diversos romances e do argumento da longa-metragem Bunker Palace Hotel, realizada por Bilal.

Jean-Claude Mézières, desenhador
Nasceu em 1938, em Paris (França). Muito dotado para o desenho, entra aos 15 anos na Escola de Artes Aplicadas de Paris, começando a publicar algumas histórias em Fripounet et Marisette e Pilote. É nesta última revista que vê publicada, em 1967, a primeira aventura de Valérian, um herói espacial que havia criado juntamente com o seu amigo de infância Pierre Christin, sem que nenhum dos dois tivesse alguma vez imaginado o enorme sucesso que estava reservado para essa personagem, hoje em dia um dos ícones incontornáveis da BD franco-belga.
Em 1987, também com Christin, colabora em Lady Polaris, um romance ilustrado sobre os grandes portos europeus. E em 1991, a mesma dupla assina Les Habitants du Ciel, uma enciclopédia que passa em revista todas as criaturas fantásticas que se cruzam com Valérian e Laureline nas suas aventuras cósmicas.
Participa ainda em diversos projectos como cenógrafo e ilustrador.

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão)

25 comentários:

  1. O mais grave para mim é mesmo o facto de não publicarem as histórias curtas e fazerem dessa forma mesmo uma colecção completa(!). Posto isto, parabéns pela iniciativa e que venha mais uma bela e excelente colecção que influenciou e marcou tanta gente.

    Letrée

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  2. Caro Pedro,
    A ausência do álbum de histórias curtas não se explicará por alguma questão relacionada com direitos, ou de inacessibilidade de materiais originais para reimpressão?
    Caso contrário, é, de facto, uma pena perder-se esta oportunidade de publicar a série integral numa colecção nova, até porque se veda o acesso de novos leitores a essas histórias.
    Da minha parte, vou fazer a colecção, até porque é uma das minhas séries francófonas favoritas: Não esqueço a leitura de "A Cidade das Águas Movediças", com o seu ambiente "Nova York 1997", ou do diptico "Metro/Estação".
    Agora só falta o Bob Morane, o Bruno Brazil, o Luc Orient...

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    1. Digital:
      Sem conhecimento de causa, tenho dúvidas que assim seja, porque o Valérian foi reeditado em volumes integrais em França há pouco tempo...
      Faltam esses e outros mais... e também séries mais modernas e interessantes!
      Boas leituras!

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  3. Uma série que eu gostava mesmo de ver editada/reeditada era O Pequeno Spirou-Le Petit Spirou mas será possível?

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    1. quem dera, tanto essa como a série spirou

      Ivo

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    2. Assino por baixo e adiciono o Léonard de Turk de De Groot

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  4. Joao Dias11/7/17 23:31

    Desta vou comprar apenas o album inédito porque os outros já tenho.
    Acho que deviam ter arranjado forma dos dipticos sairem no mesmo album.
    Ainda assim espero que a coleção tenha sucesso porque o Valerian merece...o Valerian da BD porque quanto ao filme estou muito céptico!

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  5. Não estejas...
    Em relação ao filme...

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  6. Apesar de ter alguns livros e de ter adquirido a pouco menos de um ano o album duplo, lançado na coleção: "Os incontornáveis de Banda Desenhada". Esta é uma coleção que irei concerteza fazer na íntegra.
    Em relação à caixa arquivadora do XIII.... Fico fulo, pois adquiri, como muitos, as edições através do jornal (na Madeira acresce mais 2 ou 3 €) e passado algum tempo lançam a coleção na Fnac com uma caixa arquivadora. Alguém sabe se é possível adquirir essa caixa?

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    1. Se for a mesma "caixa" que vi na fnac, pareceu-me bastante inútil, porque era do mesmo material capa-mole e portanto não tem estrutura para aguentar os livros. Estavm por isso amassadas essas caixas que vi com os livros dentro. Seria necessário serem de cartão, mesmo material dos capa-dura.

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  7. Também eu não irei (para já) adquirir esta colecção. Confesso que vontade não me falta pois todas as opiniões que tenho lido dizem que esta é uma série imperdível, mas para lá dos argumentos apresentados, como não ser em capa dura e não juntar no mesmo livro os dípticos o factor monetário também conta (e muito). A verdade é que são muitas colecções a sair ao mesmo tempo. Com os jornais temos actualmente três: a Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat, as Novela Gráfica 2017 da Levoir e agora esta, são mais de €30 por semana e mais de €120 por mês e já nem falo no que vai saindo para as livrarias.

    Acho que era interessante analisar esta questão, se esta fartura não irá dar em fome eventualmente.

    Outra questão de que me lembrei ao ler os comentários foi esta exigência (e ainda bem) em relação à qualidade dos livros publicados (capa dura e por ai fora) quando à pouco mais de três anos neste mesmo blog quando o Pedro Cleto promoveu uma sondagem sobre o formato (Comic ou formatinho?) e venceu, para surpresa de muitos, o formatinho.

    Fica a minha opinião e estas questões para reflectir.

    Boas leituras

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Esqueça não ser em capa dura e os dipticos não estarem juntos. O que deve ser relevante para a aquisição é que é uma série única e cuja leitura vale a pena.

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    1. Ninguém esquece isso, mas acho que podemos concordar que esses "erros" (chamemos-lhe assim), num mercado editorial como o nosso actualmente podem levar alguns (muito?) leitores a não comprar ou pelo menos a adiar a comprar e isso nunca é bom, porque os economistas que dirigem as editores ao não verem o retorno no fim da publicação irão negar novas colecções. Acho que tem de haver bom senso e conhecimento do mercador por parte das editoras e se os leitores já mostraram que querem capas duras, etc então porquê ir contra isso se lhes vai custar vendas?

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  9. Álbuns duplos com capa dura seria inviável a nível de vendas.

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    1. Porque é que o Jorge Carvalho diz isso? Tem alguma informação que nos escape? Se tem por favor partilhe que eu gosta de aprender.

      Ainda recentemente a Asa em conjunto com o Publico publicou a colecção "Airborne 44" em capa dura. É certo que o preço de cada álbum era de €8,90, o mesmo preço que cada álbum duplo em capa mole desta colecção, mas até prova em contrario tenho duvidas que fique "inviável a nível de vendas" só pela capa dura, mas como disse no inicio se tiver alguma informação que me possa elucidar por favor queira partilhar.

      Boas leituras

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  10. Para começar, fico contente por esta colecção ser publicada, embora só vá comprar o último porque tenho os outros.

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  11. Volumes duplos com capa dura seria bastante mais caro e estas edições pretendem se acessíveis a nível de preços.

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  12. Alguém me sabe informar se isto estará algum dia à venda em lojas tipo Fnac, Wook, etc.?

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    1. Assim o espero, pois para as ilhas acresce mais 3€ ou 4€, no mínimo, para cada livro. Se fosse lançado em simultâneo para a fnac/Bertrands etc... os livros teriam uma cobertura maior e os preços ficariam inalterados, mesmo na Madeira ou Açores.
      Como passo o verão em casa dos meus Pais e Sogros irei aproveitar para comprar as edições de julho e agosto, depois logo se vê :)

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    2. Vai estar também nas livrarias do Grupo Leya.

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  13. Jony da Costa,os restantes volumes pode adquiri los na fnac, daqui a cerca de um ano. É com desconto de10 por cento, com cartão fnac.

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  14. Estou inteiramente de acordo com o Pedro Cleto. Embora se justifique (e se aplauda) a reedição desta série, foi uma pena não terem pensado em alargá-la às histórias curtas. E a divisão dos dípticos por álbuns diferentes (obrigando quem nunca os leu a comprar dois volumes e quebrando a unidade dos episódios) parece-me uma opção muito discutível numa colecção com estas características.
    Abraços,
    JM

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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