Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

22/11/2011

Mônica #500

Maurício de Sousa produções
Panini Comics (Brasil, Junho de 2011)
135 x 190 mm, 84 p., cor, capa brochada e metalizada
R$ 5,90; 2,45 €

Resumo
Esta é uma edição especial da revista Mônica, comemorativa dos 500 números publicados ininterruptamente no Brasil e assim distribuídos: Editoras Abril – 200 edições (1970-1986); Editora Globo – 246 edições (1987-2006); Panini Comics – 54 edições (2007-?).

Desenvolvimento
Se são poucas as revistas mensais que chegam ao nº 500 (são necessários mais de 40 anos para isso!), se pensarmos apenas nas de banda desenhada - cujo títulos, hoje em dia, são bem menos - esse número reduz-se substancialmente.
Curiosamente, num curto espaço de tempo, o Brasil teve dois casos: Tex, que também passou por várias editoras e sobre a qual já escrevi, e, agora – ou melhor há seis meses, data de publicação original naquele país – a revista da Mônica.
Aproveitando a efeméride – que o é, de facto – mas também a oportunidade de (mais uma vez) apostar no marketing (algo que Maurício de Sousa tem sabido fazer muito bem) foi lançado este número especial, que (re)visita, a dois tempos, o já longo historial desta revista que acompanhou e fez companhia a várias gerações de leitores.
Primeiro, numa história em que as personagens, atravessando o cenário de diferentes heróis – com o bairro do Limoeiro, como ponto de partida, mas também o mundo rural de Chico Bento, a pré-História de Horácio e Piteco, o mundo do além do Penadinho ou o espaço sideral do Astronautra - têm de reencontrar a memória das 499 revistas anteriores, perdida “pelos monstrinhos da vida adulta: compromissos, trabalho, preocupações…”
Para isso, com o habitual humor, terão que evocar no adulto stressado e trabalhador as suas mais ternas e divertidas recordações da infância para que o universo maravilhoso de Maurício de Sousa, (bem) desenvolvido e explanado nas suas revistas, possa (res)surgir.
Depois, na segunda narrativa – são apenas duas nesta revista – a linha temporal tradicional das revistas da turma foi quebrada, tendo o Xaveco assumido todo o protagonismo que (re)conhecemos à Mônica, partindo o Cebolinha numa perseguição através dos tempos – acentuada pela utilização do grafismo da turma em cada uma dessas épocas – e por algumas das histórias mais conhecidas da Mônica, para tentar repor a ordem tal qual nós a conhecemos – e ele habitualmente tenta inverter!
Belo exercício de memória assente no traço tradicional, no humor a que todos nos habituamos e na simplicidade dos meios utilizados, esta edição é sem dúvida um daqueles números de colecção que não só os fãs desejarão ter, mas que merece ser lida por todos aqueles que um dia já se maravilharam com as aventuras da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e amigos.


Turma da Mônica – Colecção Histórica #23
Caixa com Mônica #23, Cebolinha #23, Cascão #23, Chico Bento #23 e Magali #23
Maurício de Sousa Produções
Panini Comics (Brasil, Maio de 2011)
135 x 190 mm, 244 p., cor, brochada
5,00 €
Ao mesmo tempo, cultivando essa memória – criando-a junto dos mais novos, evocando-o junto dos que nasceram há mais tempo – a Panini tem reeditado as primeiras revistas da Turma da Mônica na sua Colecção Histórica, sendo que este mês estão nas bancas portuguesas as revistas #23 da Mônica (de Março de 1972), Cebolinha (Novembro de 1974), Cascão, Chico Bento (ambas de Junho de 1983) e Magali (Maio de 1990), juntamente com uma caixa em cartolina para as guardar. A par do cultivo da memória – que pelas diferentes datas de lançamento originais pode chegar a diferentes gerações - esta reedição – com cada número enriquecido com um texto alusivo/explicativo da autoria de Paulo Back, permite também apreciar a turma em diferentes épocas e avaliar a sua evolução gráfica e temática.

6 comentários:

  1. Legal...eu tenho a edição normal...essa capa brochada e metalizada não chegou por aqui(Salvador-BA)!;)

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  2. Chego em Salvador sim,eu tenho ela

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  3. Que lembranças que as histórias da Mónica trazem da minha infância. O mais engraçado é que as histórias, mesmo as mais antigas, continuam muito actuais e muito engraçadas. As minhas filhotas lêem os livros que tenho à mais de vinte anos e adoram, o que só comprova o poder intemporal da imaginação do Maurício.

    Óptimo artigo como sempre Pedro.

    Um abraço.

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  4. Blog do Xandro e Come On
    Obrigado pela visita e pelos comentários; espero poder contar convosco mais vezes!

    Lucaimura
    A leitura destas revistas evocou uma série de histórias que eu tinha lido há muitos anos e na verdade elas mantêm uma frescura e um humor assinaláveis.
    E tem mais sorte do que eu, porque os meus filhos não ligam muito à Turma...

    A todos, o desejo de boas leituras... intemporais!

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  5. Anónimo9/5/12 15:02

    Gosto muito do Cebolinha e da Mõnica!
    Boas leituras de "Quadrinhos"!

    Adeus,
    Daniel

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    Respostas
    1. Olá filhote!
      E fazes bem, há muitas razões para gostar!
      Boas leituras... do Cebolinha e da Mônica!

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