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26/07/2018

Jessica Jones: Pulsar

Humanizar os super-heróis


Um casal a tentar acertar a sua relação, os primeiros passos num novo emprego, uma gravidez inesperada - mas não indesejada - a preparação de um casamento.
Pode não parecer - não parece mesmo nada! - mas este é o resumo de um livro de super-heróis da Marvel. Humanizados, a um nível raramente atingido.

20/02/2013

Soldado de Invierno #1

El Invierno más largo


  
















Colecção 100% Marvel
Ed Brubaker (argumento)
Butch Guice e Michael Lark (desenho)
Stefano Gaudiano, Brian Thies, Tom Palmer (arte-final)
Bettie Breitwiser, Jordie Bellaire, Mathew Wilson (cor)
Panini Comics
Espanha, Janeiro de 2013
170 x 260 mm, 200 p., cor, brochado com badanas
15,00 €

Resumo
A “descoberta” de que Bucky Barnes não tinha morrido durante a Segunda Guerra Mundial e tinha adoptado a identidade de Soldado Invernal, acabando mais tarde por se transformar no novo Capitão América após a “morte” de Steve Rogers no final da Guerra Civil - como visto em “La muerte del Capitán América”,  “El peso de los sueños” e “El hombre que compró América”  - abriu uma ampla janela para novas histórias em torno do seu passado.
Esta compilação, que reúne os comics originais norte-americanos “Winter Soldier” #1 a #9 (Abril a Outubro de 2012) é o primeiro passo nesse sentido. Com Barnes de volta ao uniforme de Soldado Invernal, ela revela como ocorreu a sua transformação numa máquina assassina ao mesmo tempo que o mostra, no presente, juntamente com a Viúva Negra, a enfrentar uma ameaça em solo norte-americano causada pelo despertar de agentes (ex-soviéticos) adormecidos e que ele próprio treinou.

Desenvolvimento
Desta forma, embora possa soar um pouco anacrónico, a história assume em grande parte um tom de espionagem mais próprio do período da Guerra Fria, com os protagonistas, escudados pela SHIELD, a enfrentarem mercenários que compraram os códigos necessários para despertar três agentes em animação suspensa, escondidos nos Estados Unidos.
Brubaker, que começou a sua carreira como escritor de histórias policiais, mais uma vez expõe o seu talento nesta área, com uma narrativa densa, bem sustentada, onde os períodos de investigação, perseguição (muitas vezes na sombra) e de suspense, onde a aproximação ao objectivo parece ficar sempre um pouco aquém do esperado, estão entremeados com aqueles em que a acção explode, de forma ampla e violenta, num contraste bem doseado.
A par dos desenvolvimentos no presente, que predominam, Brubaker vai inserindo alguns flashbacks que aos poucos vão revelando o passado “russo” de Bucky Barnes e da Viúva Negra, ajudando a contextualizar o relato actual.
As diferentes personagens estão bem desenvolvidas e caracterizadas, evoluindo de forma natural no contexto em que o argumentista as colocou.
O traço de Guice, primeiro, e de Lark, nos quatro capítulos finais, se não tem a capacidade de deslumbrar do desenho hiper-realista de Steve Epting nos arcos da morte e substituição do Capitão América já referidos, pelo tom sombrio e menos definido adoptado, cria o ambiente ideal para o tom da narrativa que, sendo na sua base uma história de super-heróis, possui mais do que o necessário para cativar os apreciadores de narrativas policiais e de espionagem.
Como único senão – compreensível – fica o arco em aberto no final deste tomo, o que leva a desejar que a Panini (espanhola) edite rapidamente – logo que possível dada a proximidade entre esta edição e a original norte-americana – o tomo seguinte.



11/10/2012

Punisher – El Invierno muerto


 

 

 
Greg Rucka (argumento)
Marco Checchetto, Matthew Clark, Mathew Southworth, Michael Lark, Mirko Colak e Max Fiumara (desenho)
Stefano Gaudiano (cor)
Panini Comics (Espanha, Setembro de 2012)
175 x 265 mm, 216 p, cor, brochado com badanas
19,95 €

 

Resumo
Compilação dos comics originais norte-americanos “Punisher” v7, 1-9 e “Spider-Island: I Love New York City”, narra uma espiral de violência na sequência de um massacre ocorrido durante um casamento.
 
Desenvolvimento
Escreve Javier M. Clemente na sua introdução, citando o argumentista Greg Rucka: “[com Punisher] não estamos perante uma personagem complexa (…) mas sim face a um conceito belo na sua formulação básica: o objectivo de Frank Castle é eliminar criminosos e tudo quanto faz tem esse propósito”.
Por isso, em Punisher, mais do que em qualquer outra série da Marvel – e convém recordar que esta foi uma criação apontada aos leitores adultos - a violência é gratuita e imperiosa e está presente em inúmeras sequências.
Por isso, de novo, não surpreende que este tomo abra com uma longa sequência muda – apesar do barulho ensurdecedor dos tiros e dos gritos que ecoam na mente do leitor – que descreve um massacre durante um casamento, com tanto de horrível quanto de inexplicável, que servirá de pretexto ao Punisher para mais uma cruzada vingativa contra o submundo do crime.
Depois, bem, depois o relato segue num crescendo de violência, com Punisher a perseguir e executar os responsáveis pelo crime inicial – apenas parcialmente explicado, o que se revela secundário no desenrolar da trama – e todos aqueles que, de seguida, de alguma forma, lhe estão minimamente ligados, numa orgia de sangue e morte.
A predominância de tons sombrios e carregados – mesmo numa cena passada na neve! - e o traço algo agreste que resiste, sem grandes oscilações, às sucessivas mudanças de desenhador, contribuem também para acentuar o tom duro e violento.
O que acaba por subvalorizar um aspecto que poderia ser interessante, o questionar da actuação de Frank Castle – deve-se fazer justiça pelas próprias mãos? – de alguma forma feito, a dois tempos, pela investigação jornalística de Norah, por um lado, e da policia, por outro, com os dois detectives com opinião diferente sobre este tema.
As tentativas de eliminar Castle e o aparecimento de um outro vingador de identidade desconhecida, são outros elementos que consolidam uma história aconselhável a leitores de que gostem de emoções fortes.
 
A reter
- O conceito – incómodo mas cada vez mais “justificável”? – por detrás de Frank Castle/Punhisher.
- O tom de policial negro, duro e violento, que Rucka imprime à narrativa.
 
Menos conseguido
- As diferenças físicas entre o Abutre do comic – praticamente a única presença relevante do universo de super-heróis neste policial negro – e a sua representação na capa do comic-book #3.
- A ligação - forçada - nas páginas finais, ao arco Spider-Island.

 

 
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