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06/07/2018

Cinco mil quilómetros por segundo

Triângulos às cores




Esta é a história de dois triângulos. O primeiro, amoroso, formado por Lucia, Piero e Nicola. O segundo, assente nas distâncias que os afastam, passa por Itália, Noruega e Egipto.
E são as cores que definem a sua intensidade.
[E de repente - mais aproximadamente numa mão cheia de anos, nem isso - aqueles que estavam habituados a comprar BD importada - americana, franco-belga, espanhola... - encontram-se perante o mesmo dilema: vale a pena comprar? Não vai sair (em breve) em português?
É o caso deste Cinco mil quilómetros por segundo, distinguido com o Fauve d’Or de Angoulême para o melhor álbum, em 2011. Como é o caso de outras obras publicadas recentemente pela Devir. G. Floy, Goody, Levoir...]
Como adiantando na introdução, esta é uma história de amores e desencontros, entre três jovens italianos, Lucia, Piero e Nicola, ao longo de mais de uma década.
Jovens que o acaso - um divórcio - juntou, e que esse mesmo acaso, o destino, as obrigações, os sonhos (ou a falta deles) afastou, sem nunca os separar verdadeiramente.
É em função dos sentimentos criados, das relações estabelecidas, do que foi dito - e do que ficou por dizer - dessas memórias, do desejo - dos desejos - dos sonhos - e da falta deles - que as suas vidas vão ser geridas ao longo do tempo.
O reencontro proporcionado pelo acaso - que é que como quem diz pelas escolhas que vão fazer, voluntariamente ou obrigados pela vida - darão finalmente todas(?) as respostas e se aparentemente fechará algumas portas, deixará abertas outras que permitirão seguir. Em frente?
Numa história sensível assente em emoções, em que se intui mais do que o que nos é dito, a nota de originalidade é dada pela utilização das cores em função dos sentimentos, sensações e emoções que os três protagonistas vivem, definidas pela intensidade e temperatura dos tons utilizados.

Cinco mil quilómetros por segundo
Manuele Fior
Devir
Portugal, Maio de 2018
155 x 237 mm, 148 p., cor, capa dura
22,00 €

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão)

3 comentários:

  1. É uma publicação algo estranha no catálogo actual da Devir. Estarão a tentar diversificar?

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  2. É uma publicação que faz todo o sentido no selo Biblioteca de Alice, onde já foram publicados, por exemplo, Blankets, Comprimidos Azuis, Pyongyang...
    Boas leituras!

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    Respostas
    1. Tens toda a razão.
      Nem tinha reparado nisso.
      Que a Devir continua assim :-)

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