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14/06/2018

Dylan Dog: Os Inquilinos Arcanos


O toque dos extremos



Diz-se que os extremos se tocam e isso acontece nesta colecção Bonelli, que a Levoir e o Público disponibilizaram ao longo de 10 - parcas? -semanas.
Abriu e fecha agora da mesma forma: com um volume de histórias curtas, coloridas, de dois dos mais carismáticos - e populares - heróis da Casa das Ideias: então Tex, agora Dylan Dog.
No entanto, pouco mais liga os dois volumes.
Em A Lenda de Tex, as histórias curtas exploravam facetas diferentes de um herói com um percurso de décadas, agora, neste Os Inquilinos Arcanos, as três histórias - ou serão cinco? - mostram o detective do pesadelo exactamente como ele é: mero peão em investigações paranormais, repletas de paradoxos temporais, enfrentando fantasmas, zombies ou algo (ainda) mais inexplicável, inseguro como sempre, como sempre apaixonado pelas belas mulheres com quem se cruza, com o toque de humor absurdo proporcionado por Groucho,  e a omnipresença das dúvidas persistentes do inspector Bloch da Scotland Yard, rendido sim, mas nunca convencido...

São três histórias - ou serão cinco? - de final bastante aberto, com o inexplicável deixado à nossa consideração e à nossa interpretação, com o que se desenrola perante os nossos olhos a levantar mais dúvidas do que certezas.
Duas histórias - ou serão quatro? - assinadas - e que bem assinadas! - por, tão só, nomes da dimensão de Corrado Roi e Enrique Breccia e ainda mais uma - só uma, mesmo! - por Nives Manara... irmã do Manara que vos veio de imediato à ideia, distante do virtuosismo deste, apesar de alguma proximidade gráfica notória.
Três relatos - ou serão cinco? - que introduzem ou fazem revisitar o detective do pesadelo com cara de Rupert Everett, ex-alcoólico, não fumador e vegetariano, e nos deixam com vontade de ler e descobrir mais. Um pesadelo desejado que talvez se possa concretizar mais cedo do que nos atrevíamos a sonhar...

Dylan Dog: Os Inquilinos Arcanos
Colecção Bonelli #10
Prefácio de Filipe Melo

Os Inquilinos Arcanos
Tiziano Sclavi (argumento)
Corrado Roi (desenho)

O Grande Nevão
Luighi Mignacco (argumento)
Enrique Breccia (desenho)

Dançando com um desconhecido
Barbara Baraldi (argumento)
Nives Manara (desenho)

Levoir/Público
Portugal, 14 de Junho de 2018
190 x 260 mm, 120 p., pb, capa dura
10,90 €

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão)

10 comentários:

  1. Termina da melhor forma uma colecção que me agradou muito e que demonstra, como se fosse preciso, a qualidade de tantos italianos (e outros), argumentistas e desenhadores, na banda desenhada internacional. Espero que tenha corrido bem e nos possibilite o acesso a outras obras dos mesmos personagens e de outros. A qualidade geral pareceu-me muito boa. Parabéns Levoir e Público e todos aqueles que certamente usaram os seus conhecimentos e as suas influências para nos tornar possível o acesso a essas obras.

    Letrée

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    1. Também acho que termina bem esta colecção da Bonelli. Sinceramente espero que tenha corrido bem as vendas para que nos possibilite num futuro, mais ou menos próximo, mais obras destes e de outros personagens(pois a Bonelli é muito rica em diversidade de personagens), um pouco no estilo da colecção NOVELA GRÁFICA. Ou seja, era interessante que pudessem trazer uma segunda série da BONELLI.

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  2. Espero que seja a primeira de muitas da Bonelli.

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    1. Também espero que sim, Jorge.
      Boas leituras!

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  3. Pelas repercussões que tenho visto e ouvido, mas sobretudo pelas vendas aqui na minha região (nas três principais bancas/tabacarias da região de Anadia foi unânime a informação que foi a colecção do Público que mais vendas teve, superando até as Novelas Gráficas), acredito que esta foi "apenas" a primeira colecção Bonelli da Levoir/Público...

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  4. Já eu sempre que ia as bancas via pilhas a espera de venda e sao bancas wue vendem bem outras coleçoes.

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  5. vale mais a pena este ou a saga de johny freak?

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    1. Pessoalmente prefiro A Saga de Johnny Freak.
      Boas leituras!

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