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21/05/2018

Dodô

Dupla personalidade






A dor da separação dos pais, na óptica de uma menina de seis anos. Ternura e emoção à flor... do papel, numa bela BD de Felipe Nunes.
Laila tem 6 anos. Está sempre sozinha, em casa, desde que os pais se separaram. Deixou a escola, deixou os amigos - os amigos deixaram-na... -, deixou as brincadeiras no parque.
Sozinha, sem perceber porquê - sem perceber os porquês - resta-lhe o inopinado amigo que lhe surgiu na ponta do seus binóculos: um dodó, um pássaro extinto como todos (nós) sabemos. O da história, aparentemente, não.
Mas Rafa - assim baptizou Laila o seu dodó - não é o calmo parceiro de brincadeiras que ela ansiava, revela-se um ser emotivo e de reacções inesperadas.

Simples história sobre um amigo 'imaginário', narrativa linear, se (só) assim a quisermos ler, ou um caso de dupla (e estranha) personalidade (e parecença física...), Dodô é, em qualquer dos casos - mais nuns do que noutros, segundo a nossa própria sensibilidade - uma bela história sobre lares desfeitos, vidas a necessitarem de se recomporem e equilíbrios que precisam de ser encontrados. E, acima de tudo, embalado pela enorme expressividade e a enganadora leveza do traço de Felipe Nunes que arrasta o leitor pelas páginas, é um terno relato sobre a surpreendente força e capacidade de resistência das crianças perante as adversidades.

Dodô
Felipe Nunes
Kingpin Books
Portugal, Outubro de 2017
175 x 240 mm, 80 p., cor, capa dura
13,99 €

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)

2 comentários:

  1. Falta um pedaço do texto no final.

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  2. Obrigado pela leitura atenta. Já corrigi.
    Boas leituras!

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