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20/07/2017

El Increíble Hulk de John Byrne

Retrato de família com casamento no fim




Há várias formas de fazer compilações: cronológicas, temáticas, por autor…
Foi esta última presidiu a El Increíble Hulk, que abarca o período curto mas muito fecundo da John Byrne à frente do gigante verde.
Oportunidade surgida em conversa casual, depois levada à prática através de uma curiosa ‘troca’ que levou Byrne dos Alpha Flight para o Hulk e Bill Mantlo em sentido contrário - como refere na completa introdução Julián M. Clemente e esmiúça Byrne na entrevista da época que encerra o livro.
Oportunidade que durou só seis números do comic regular e dois especiais, entre 1985 e 1986, mas operou uma profunda revolução na personagem.
Em menos de 200 páginas, Byrne separou Bruce Banner e o Hulk, evocou a cor cinza inicial do monstro, fez regressar boa parte da sua galeria clássica de personagens - Doc Samson, Mulher-Hulk, Rino, Modok, Betty Ross, General Ross, Rick Jones… -, destruiu muitos quilómetros quadrados dos EUA, provocou umas quantas mortes, colaterais ou não, terminou com um clássico final feliz e ainda foi capaz de fazer o Hulk experimentar uma potente ganza!
Mais, era impossível, mas Byrne também o fez: deu uma dinâmica gráfica diferente à série, assente numa planificação (quase) minimalista, muitas vezes reduzida a apenas 3 ou 4 vinhetas por página (e a um painel único, no (tal) especial (ganzado!) que encerra o volume…). Com isso, conseguiu um ritmo narrativo acelerado para contar uma história linear que apesar de tudo dispensa o conhecimento das referências feitas e - até ceder o seu lugar a colaboradores (?) - um traço que apesar de simples no despojamento de cenas e na ausência de pormenores, se revela muito expressivo, bem delineado e extremamente eficaz para caracterizar, definir e mostrar à saciedade um Hulk (quase sempre) em plena fúria.

El Increíble Hulk
Colecção 100 % Marvel HC
Inclui The Incredible Hulk #314 a #319, The Incredible Hulk
Annual #14 e Marvel Fanfare #29
John Byrne (argumento, desenho e arte-final)
Sal Buscema (desenho e arte-final)
Bob Wiacek, Keith Williams (arte-final)
Panini Comics
Espanha, Junho de 2017
180 x 270 mm, 224 p., cor, capa dura
18,00 €

(pranchas da edição original norte-americana; clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão)

6 comentários:

  1. O John Byrne dos anos 80 foi uma das razões que me fez passar de leitor a fã de bd. A run dele nos fantastic four ainda é a minha preferida de sempre da "first family" da marvel. Foi pena esta run no hulk não ter durado mais mas foi muito boa enquanto durou.

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  2. Esse foi um dos comics que me tornou de leitor da Aranha e Transformers/Tmnt/Indiana Jones e fb um leitor do Universo Marvel,num desses pacotes da Abril Jovem com o Casamento do Bruce,pena que Al Migron termina a fase de forma fraquinha mas lança raizes para a fase Cinza do Pad.

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  3. Bom.... tanto o texto do Pedro Cleto como os dois comentários anteriores, reforçam ainda mais a minha opinião sobre "telenovelas".
    Ainda para mais, que irrita-me a mudança de fisionomias de um livro para outro (de um autor para ouutro), já para não falar, ou falando mesmo, que parece que só o Aranha é que tem o "azar" a ter mortes mesmo mortos, na sua história....

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    Respostas
    1. A questão é que não podes abordar super herois como uma serie franco belga ou um titulo manga. Não há um principio, meio e fim no Spider Man, Hulk ou JLA. Há runs e dentro dessas runs (se forem longas) arcos. É certo que há ramificações e os personagens evoluem mas, por norma, cada run (ou mesmo historias dentro de uma run) pode ser lida e apreciada sem a obrigatoriedade de leres o que ficou para trás. E depois ainda tens as pragas dos reboots e das ressurreições... Por isso, para mim, é um erro olhares para um personagem como o Hulk e pensares como uma serie continua desde a sua criação nos anos 60 até aos dias de hoje.

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    2. Aceito o que referes relativamente aos 'runs'. Aliás, é devido a essa noção que tenho adquirido as edições que surgiram "repentinamente" no mercado português sobretudo via Levoir. Mas a quetão das fisionomias... essa irrita-me mesmo.

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  4. silentsoul21/7/17 12:42

    Durante muito tempo o John Byrne foi o meu artista favorito. A sua fase no Quarteto Fantástico, que eu seguia nos formatinhos da Abril, foi excelente e essas histórias continuam a ser das minhas preferidas.Tenho pena que ele já não tenha a visibilidade que teve em tempos, era simplesmente o maior.

    silentsoul

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