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16/11/2015

José Freitas: "Este ano de edição de BD no nosso país foi excepcionalmente bom"










Chama-se José Hartvig de Freitas e é responsável - directa ou indirectamente - por boa parte da banda desenhada editada em Portugal nos últimos 20 anos, primeiro na Devir, agora na G. Floy Studio e associado aos projectos da Levoir, Panini e Salvat.
Com as edições Marvel como pretexto, fica a transcrição de um entrevista feita por correio electrónico nas últimas semanas.

As Leituras do Pedro - De quem partiu a ideia de lançar a ColecçãoOficial de Graphic Novels Marvel?
José de Freitas - Essa colecção resulta de uma parceria a nível mundial entre o grupo Hachette (que em Portugal é dono, p.ex. da Salvat) e a Panini, que basicamente submeteu uma lista de títulos à Marvel, que os aprovou para licenciamento nesse formato específico em que a Salvat produz os livros. A Hachette publica e a Panini fornece o conteúdo, isto é, trata da produção geral dos livros, desde traduções e legendagens até textos de apoio. Ou seja, esta colecção existe já em muitos países e Portugal é simplesmente mais um daqueles em que a Hachette decidiu editar esta colecção. Portanto é uma iniciativa directa da Hachette e da Panini.

As Leituras do Pedro - Qual o critério de selecção dos seus títulos? Que condicionantes houve?
José de Freitas - Para que fique claro, a selecção dos títulos é exclusivamente da Panini, eu não tive intervenção directamente. Dito isto, fui consultado e dei a minha opinião. Nalguns casos isso levou a alterações do plano editorial: livros que existem na Colecção Oficial mas que não serão editados, e outros que foram editados por outras editoras que foram empurrados mais para o final da colecção, especialmente no caso de títulos que a Levoir já editou e que foram, sempre que possível, mandados para 2017 ou 2018. Ou seja: a escolha dos livros não foi minha, mas pediram-me a minha opinião, e a selecção dos títulos teve de sair obrigatoriamente de uma “pool” de livros previamente aprovados.

As Leituras do Pedro - Trabalhar directamente com a Panini Itália, sem intermediação do Brasil ou de Espanha, fez assim tanta diferença?
José de Freitas - Como nunca trabalhei com a Panini Brasil, não me posso pronunciar. De igual modo, na altura em que trabalhei com a Panini Espanha, o meu contrato com a empresa era a um nível não muito operacional, na verdade, o meu contrato era com a empresa que fazia o “packaging” dos comics. Trabalhei com o Julián Clemente, um dos maiores conhecedores de Marvel que jamais encontrei, e ocasionalmente com o pessoal da direcção de comics. Mas mais uma vez, não tive grande intervenção na selecção das histórias ou do plano editorial. Mas ao contrário do projecto da Colecção Oficial, nos comics da Panini Espanha era eu que tratava da matéria editorial. Reutilizei muita coisa do Julián, e adaptei muitos dos artigos dele (aqueles que aparecem “assinados” por nós os dois), mas gerei também muitos outros artigos e textos novos. Nunca tive QUALQUER restrição nem senti qualquer imposição nesses textos, e no geral, a minha experiência nestes comics e com as pessoas com quem trabalhei foi óptima. Tirando a minha pena da Panini não ter dado as informações que acho que eram devidas aos leitores portugueses pelo cancelamento do projecto, e de não ter pelo menos editado a conclusão do Homem-Aranha Superior, não tenho qualquer motivo de queixa da Panini Espanha.
Trabalhar com a Panini Itália significa também voltar ao contacto regular com uma equipa de pessoas com quem já trabalhei muito, nalguns casos há mais de 15 anos, e isso é simpático. Neste momento, eu e a minha equipa - liderada também pelo Rui Alves - fazemos a produção de duas colecções para a Panini, sempre com Itália com intermediário, uma Oficial para Portugal, e uma das duas Oficiais que actualmente se publicam no Brasil para o mercado brasileiro. São quatro livros por mês, e todos feitos através da Panini Itália, que é o meu cliente neste processo todo. Nos livros para Portugal, fazemos também pequenas adaptações dos textos que acompanham a BD para ou as actualizar (alguns têm já 3 ou 4 anos, e por exemplo, em termos de filmes Marvel houve grandes mudanças) ou para as conformar à realidade portuguesa. Mas são menores.

As Leituras do Pedro - Não era possível reduzir ainda mais os títulos não inéditos em Portugal ou, pelo menos, evitar a sua acumulação nos primeiros números?
José de Freitas - Quanto ao total de livros reeditados, como sabes, a minha opinião é de facto algo radicalmente diferente da de muitos fãs portugueses, e claramente a Panini acha o mesmo que eu: há livros que têm de estar SEMPRE disponíveis e que devem ser reeditados regularmente. Digo isto para todas as colecções que produzi. Tenho muita pena que haja fãs que se chateiem por já terem comprado o Batman Ano Um há 12 anos atrás na edição da Devir, por exemplo, mas tenho MAIS pena dos leitores novos que entretanto entraram para o mercado e que devem poder ter acesso a esses clássicos. O Demolidor do Miller e Mazzuchelli, por exemplo, é um livro que devia ser reeditado a cada 5 ou 7 anos. E na maioria dos mercados, É editado regularmente. Para além de que, sem surpresas (com excepção dos fãs mais envolvidos no tema) são SEMPRE estes os livros que vendem mais...
E do ponto de vista da Panini, esta colecção também funciona como uma maneira de criar uma biblioteca de títulos que possibilite uma espécie de “denominador comum” para os leitores. Aqueles X livros que são importantes para entender a Marvel moderna. É esse o objectivo da Panini. Dito isto, como a Marvel está sempre a criar eventos e revoluções novas no seu Universo, é uma tarefa inglória!

Não me incomoda que haja um terço de reedições em 60 livros. Já a questão dos três reeditados em 4 iniciais é mais chata e acho que devia ter sido mais profundamente pensada. Mas as imposições editoriais e os prazos de autorizações e aprovações que teriam de ser cumpridos impediram isso. No entanto, os três livros são MUITO diferentes. O Aranha teve várias edições na Devir e o Capitão América saiu numa colecção de grande tiragem, mas em formatos bem piores que este. E o dos X-Men foi editado numa edição com muito baixa tiragem e vendas muito fracas, devido aos problemas de distribuição que na altura a BDMania sentiu. Não me parece que do ponto de vista do mercado em geral, e dos leitores casuais de comics, seja um problema.

As Leituras do Pedro - De que forma esta colecção da Salvat condicionou a colecção Poderosos Heróis Marvel, da Levoir?
José de Freitas - Condicionou bastante, porque na altura em que se estava a escolher os livros para a Levoir, demos-nos conta de que nos estavam a vetar alguns títulos que pretendíamos. Levou algum tempo a perceber porquê, e no fim foi necessário “gerir” estes títulos. Foi, até certo ponto, uma situação desagradável, em parte porque a Hachette tomou a decisão de editar cá muito abruptamente.

As Leituras do Pedro – O trabalho de edição feito ao longo dos últimos anos pela Levoir pela Marvel terá contribuído para esta colecção avançar?
José de Freitas – É muito difícil de dizer. Pareceria óbvio dizer que sim, na medida em que as colecções da Levoir provaram que havia um mercado para isso. Mas seria necessário saber muito mais coisas: numa empresa grande como a Hachette/Salvat, existem objectivos a nível europeu, orçamentos para gastar, questões de concorrência, e assim por diante. Seria importante, por exemplo, saber se a colecção de 70 volumes de Star Wars da Planeta d'Agostini correu bem ou não, etc...
Acrescento o seguinte: nos últimos 3 a 4 meses, a Panini contactou-nos a pedir orçamento nosso para a produção da colecção Oficial noutros países europeus (nomeadamente de Leste), o que indica que, na Hachette, existe a noção de que a colecção vende bem e é estratégica. Embora por enquanto não estejamos a trabalhar em nenhum desses projectos, mostra que a nível europeu existe a vontade de avançar com este tipo de edições, e por isso, Portugal pode ser simplesmente mais um país em que a direcção da Hachette a nível europeu, entende que se deve editar a Colecção.
Mas no mínimo, podemos dizer que a experiência da Levoir deve ter servido de algum tipo de confirmação de que há espaço para este tipo de iniciativas.

As Leituras do Pedro - Se as vendas desta colecção atingirem os valores desejados pela Salvat, será provável nova colecção da Marvel ou até uma iniciativa semelhante com títulos da DC Comics, como a que está a ser publicada no Brasil?
José de Freitas - Não faço ideia. Normalmente, a Panini comunica-me os resultados das vendas, a percepção que têm, etc... mas ainda é MUITO cedo para saber. Se se fizer essa colecção, de certo modo para mim, seria uma boa notícia. Tem sido a mim que a Panini tem pedido a produção das suas colecções, cá e mesmo no Brasil, pelo que representa mais trabalho! Mas a seu tempo veremos.

Quanto à colecção [da DC Comics] da Eaglemoss, não sei nada dela. A Eaglemoss é uma empresa completamente separada, não tenho contacto com ela. Simplesmente, em Espanha, terá como parceiro a Salvat, que nesse mercado específico não editou a colecção Oficial da Marvel. Porque nesse mercado a Panini editou directamente uma longa colecção de grandes obras da Marvel, que fez com que a Hachette/Salvat se desinteressasse - e que serviu de modelo à primeira colecção da Levoir no nosso país!

As Leituras do Pedro - É expectável o regresso da Levoir à Marvel? Quando? Privada de novas colecções da Marvel, quais são os planos da Levoir? Que catálogos são mais apetecíveis?
José de Freitas - Neste momento, à partida pareceria óbvio que pode estar de parte a edição de Marvel durante uns tempos. Existem muitas outras opções de colecções que a Levoir pode escolher, e uma delas já foi anunciada, uma nova colecção da DC Comics em inícios de 2016. 

Dito isto, a Marvel é uma propriedade importante, e nunca podemos dizer nunca! Só o tempo poderá responder, mas na verdade isso é uma pergunta para os responsáveis da Levoir, claro!

Penso no geral que veremos a Levoir entrar por outros territórios de banda desenhada. A colecção das Novelas Gráficas abriu muitas portas: em Portugal, e no mercado, por ter mostrado que eram livros que eram vendáveis e havia espaço para este tipo de colecção - lembro-me de uma pessoa que trabalha profissionalmente no mundo da BD no nosso país me ter dito de modo taxativo que “era uma colecção muito arriscada, eu nunca me meteria nisso, vai correr muito mal”! Felizmente, enganava-se completamente. E fora do mercado português, porque permitiu abrir contactos com muitas editoras estrangeiras e mostrar que havia uma editora de “massas”, claramente, que lançava livros com qualidade, com vontade de fazer livros bons, e com alguma “paixão”. Por isso, neste momento, essas portas estão todas abertas para a Levoir, e representam outras muitas opções de colecções. E acho que em 2016 veremos os resultados disso!

As Leituras do Pedro - A colecção inviabilizou o interesse anunciado da G. Floy em publicar títulos da Marvel?
José de Freitas - Não, por vários motivos. Ao contrário da Levoir, a G.Floy está focada em títulos pontuais e soltos da Marvel, que não colidem com a colecção da Salvat, e beneficia das oportunidades de co-edição com a editora na Polónia, onde já editamos Marvel há muitos anos (e ao mesmo tempo, fazemos a gestão da colecção Oficial!). Eu diria mais, a G. Floy beneficia da existência de uma colecção deste género, porque ela aumenta a visibilidade da Marvel e dos seus heróis, em termos editoriais, e porque abre a possibilidade de satisfazer a necessidade de livros da Marvel em canais em que a colecção da Salvat não entra (porque ela é exclusivamente distribuída em bancas).
Existe uma espécie de período de exclusividade, durante o qual a Salvat consolidará os seus leitores e a sua colecção, e durante o qual não sairão novidades da Marvel noutras editoras. Mas penso que a partir de meados de 2016, veremos o lançamento de títulos da Marvel na G.Floy. Pelo menos, fizemos recentemente uma proposta abrangente para meia dúzia de títulos a editar entre a segunda metade de 2016 e 2017.


As Leituras do Pedro - No actual contexto, como comentas a distribuição em Portugal de livros brasileirosda Panini Books?
José de Freitas – Acho que é razoável dizer que ficámos surpreendidos por essa distribuição. Primeiro, porque nunca tinha havido distribuição sustentada de livros no nosso país - com excepção de um ou outro caso pontual - e em segundo lugar, porque parece um pouco coincidência forçada o facto de que a Panini comece essa distribuição um par de meses depois de a Levoir ter iniciado discussões e negociações sobre a edição em Portugal de alguns dos títulos lançados em Portugal...
Contactei directamente a Panini cá, e o que me foi dito é que, por se tratar de uma empresa muito grande e com muitos departamentos em vários países, quase estanques uns dos outros, há decisões que são tomadas sem se saber necessariamente o que outras partes da empresa estão a fazer. Penso, e espero, que agora que o alerta está dado, a situação será corrigida. Não é agradável para a Levoir sentir que o seu trabalho abre caminho e mercado para a própria empresa que lhe vende os direitos das edições. Mas acredito que as coisas serão contempladas em futuras distribuições da Panini, até porque o relacionamento entre ela e a Levoir é muito cordial, e é perfeitamente possível a Panini conciliar os seus muitos interesses no nosso país.

Dito isto, e mesmo considerando que se tratam de quantidades pequenas de livros, eu recomendaria aos fãs que fossem MUITO selectos nas aquisições que fazem de BD da Panini em versão brasileira. Com a Levoir um pouco afastada da Marvel, a DC e os seus vários selos passam a ser uma das alternativas mais fortes de edição para a Levoir, e estão em discussão MUITAS séries e títulos. Por isso, se calhar mais vale ter um pouco de paciência e esperar por mais anúncios antes de comprar livros da Panini, até porque os da Levoir, além de virem em português de cá, costumam vir a um preço (inicialmente) mais apetecível.

As Leituras do Pedro – Voltando à G. Floy, que liberdade tens para escolher títulos neste selo? Que novidades podemos esperar para 2016?
José de Freitas - A G.Floy é um caso completamente distinto. Existe uma muito boa interacção entre mim e a minha parceira, Christine Meyer, e ambos temos gostos muito semelhantes em comics, por isso não temos tido grandes problemas na selecção de títulos. Numa fase inicial, fomos “na onda”, isto é, atrás das séries que ela escolheu para a Polónia (e para outros parceiros internacionais dela), mas agora já estamos a trabalhar mais proactivamente. E existe da parte dela a vontade de investir para que a G.Floy cá seja uma editora com a sua própria personalidade, e que até tenha um catálogo diferenciado, adaptado ao nosso mercado.
Para o ano, continuaremos a ver o núcleo central do nosso programa editorial nos livros que nos tipificam neste momento: séries de comics americanos, independentes, mas ainda assim mainstream, editadas com um bom ritmo e a preços aliciantes, e talvez alguns títulos da Marvel. Para além de Southern Bastards, que sairá ainda este ano no Comic-Con, já anunciámos mais dois títulos: a série Velvet, de Ed Brubaker e Steve Epting, uma série de espionagem e acção em 3 volumes, que será lançada em conjunto com o último volume de Fatale (iremos encerrar Fatale ainda antes do Verão, com dois volumes, em Março e Maio), que é também um sinal da nossa vontade de construir uma “biblioteca Brubaker”, das séries que ele escreve para a Image; e Men of Wrath, de Jason Aaron e de Ron Garney, que saiu numa mini-série de 5 revistas e será editada num único volume auto-conclusivo por nós. Mas há muitas outras séries e histórias de que apenas estamos à espera de confirmação da chegada do contrato para anunciarmos.
Dito isto, penso que vamos ver outras coisas na G. Floy, nomeadamente o lançamento de um selo de romances gráficos, no qual gostaríamos de editar 2 ou 3 livros por ano, dirigido para um público menos “fanboy” e mais generalista; e as nossas primeiras incursões em livros de autores portugueses, claro! A seu tempo faremos os respectivos anúncios, mas penso que já em Beja, em finais de Maio, poderão ver uma presença muito forte e muito variada da G.Floy.

Permite-me uma reflexão final: este ano de edição de BD no nosso país foi excepcionalmente bom, por muitos motivos, e devido ao trabalho de muitas pessoas e editoras. E houve um aumento razoável do número de livros editados, e da sua variedade. Pessoalmente estive envolvido em mais ou menos 40% dos livros que se editaram (ou editarão até finais de 2015) em Portugal: os 38 da Levoir, os 11 da Gfloy, e a meia dúzia da Colecção Oficial da Marvel que vão sair até final do ano. Se acrescentarmos os cerca de 30 que a minha equipa produziu para o Brasil, passaram pelas nossas mãos uns 85 livros, e a maioria deles bem grandes! E o ano que vem anuncia-se igualmente prolífico. Por isso, e de certa maneira, não é mau ver que a Marvel transitou para a Salvat - mesmo que os motivos gerais não tenham sido esses e que o processo tenha sido desagradável - porque libertou a Levoir para outros tipos de edições. Basta ver a experiência que foi feita com o livro Billie Holiday, do Muñoz e Sampayo, para perceber isso. Acho que ninguém negará que, com a série das Novelas Gráficas, a Levoir conseguiu aquele que foi sem dúvida o acontecimento bedéfilo do ano, e que foi justamente reconhecido pelo júri dos Prémios de BD do Festival da Amadora, por exemplo. Para o ano, a Colecção Oficial representará 26 lançamentos da Marvel, um número que anda próximo do que a Levoir tinha feito antes, e que parece adequado para o nosso mercado e para os fãs da Marvel.
Mas Levoir irá provavelmente manter um número de lançamentos semelhante ao que fez este ano. E como provavelmente não serão Marvel... acho que veremos muita variedade e muita qualidade na banda desenhada editada em Portugal em 2016!

33 comentários:

  1. Estaria o mercado bdéfilo (goste-se ou não da palavra, esta é usável) abafado pela Mériberica/Liber e ASA e as suas edições FrancoBelgas? Seria problema da distribuição que aparentemete terão sido ultrapassados distribuindo os livros em banca de jornais em vez de 'livrarias tradicionais'? Terão a Levoir e G'Ffloy descoberto a pólvora? O facto é o que foi referido na entrevista que 2015 foi um excelente ano em termos de BD. Parabéns aos vários autores da proeza com especial destaque para o Jornal Público, veiculo de grande parte dessas edições.

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    1. O sucesso no cinema abriu muitas portas. O mercado escancarou-se e os consumidores estão desejosos por mais. A recear é quando a "onda" dos super-heróis morrer. Voltará o ocaso.

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    2. E da tv tambem com Arrow e Flash e Walking Dead,etc

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  2. Numa primeira versão desta entrevista, estava escrito que a Levoir não iria editar Marvel no futuro previsível, e que isso não fazia sentido, dada a actual colecção da Salvat. Mas isso era apenas uma opinião pessoal minha, e acabei por mudar, já que de facto, não sei.Nunca se pode dizer nunca, e as coisas mudam por vezes mais depressa do que se pensa. Talvez fosse bom o Pedro pedir uma entrevista à Silvia Reig, da Levoir!

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  3. Como sempre uma excelente entrevista no site do Pedro e os meus agradecimentos ao José Freitas por ainda não ter desistido de Portugal, em relação aos comics.
    No entanto, discordo da reedição do livro do Demolidor do Miller e Mazzuchelli e da saga Guerra Civil, ainda hoje, dia 16 de novembro, pude encontra-los nas bancas, neste caso na Fnac.

    Mas os meus votos é que haja sucesso na venda de BD/Manga e comics, e que a Levoir, editora a qual tenho um especial carinho, venda por muitos anos comics com a qualidade e preço a que nos habituaram.
    Boas leituras

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    1. Boas, Jony: de qualquer modo, esses livros sõ serão reeditados DEPOIS da Primavera de 2017, e talvez nessa altura já não seja possível encontrar a edição da Levoir em livrarias, como agora (e FNACs não são bancas...)

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    2. Compreendo em certa parte, mas para quem como eu lê e colecciona BD desde o tempo da Abril....são vários números repetidos. Comprei o 1º e o 3º número (já editados), mas dificilmente comprarei todas as edições já editadas pela Vitamina BD, ou até pela Devir. Poderiam ter guardado esses livros para uma possível, assim o desejo, 2ª colecção.
      Ficarei pela 1ª vez com uma colecção incompleta e sem a totalidade do desenho formado pelas lombada. Isto dito por alguém que comprou as 3 edições de Batman ano 1, duas da Devir (1ª edição normal e a 2ª que veio com imensos extras) e 1 da levoir. No caso dos 75 anos do Batman o que levou muita gente a comprar reedições, foi a lombada e o número reduzido de Livros "10".
      Mas não me despeço sem antes voltar a agradecer todo o seu trabalho e contributo pela edição de Comics em Portugal.
      Abraço

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  4. Olá a todos, tenho uma dúvida tremenda, eu desde que vi os esforços da Levoir/Publico adquiri todos os livros publicados da MARVEL. E estou a considerar fazer a coleção da Salvat, depois desta entrevista em que supostamente um terço é reediçoes, sao reediçoes das coleçoes da Levoir?

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    1. Olá Filipe. Não, nem todas as reedições são reedições de livros da Levoir, a maioria são da BdMania, Devir ou colecções que a Devir fez com o Correio da Manhã e JN. Existem alguns títulos que saíram pela Levoir. O primeiro desses é o volume Guerra Civil, que é o volume 45 da colecção, que deverá sair só em março/abril de 2017. Outros títulos que saíram na Levoir são Demolidor:Renascido, Homem de Ferro: Extremis, e os dois volumes de Guerras Secretas, Todos do volume 45 para lá, cinco livros só.

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    2. E também são reedições o Eternos que saiu pela Panini e o Nascimento de Venom que saiu em fomatinho pela Abril/Controljornal.

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    3. Sim, mas a pergunta era especificamente sobre aqueles que eram reedições da Levoir. Os primeiros quatro volumes também são reedições várias... Há 21 (creio) reedições, mas da Levoir acho que são só os que mencionei.

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    4. Não querendo repetir sempre a mesma coisa e erradamente ser rotulado por criticar esta colecção, que por acaso vou fazer mas não na sua totalidade, acredito que o grande problema é a quantidade de números para obter a magnífica lombada, que qualquer coleccionador e apreciador da Marvel desejaria ter, e nessa colecção ter 21 edições já repetidas. Tenho ainda na minha estante as edições da Devir e até da BD Mania em excelentes condições. Compreendo que alguns títulos tenham de ser reeditados por não se encontrarem nas bancas e que os mais novos leitores merecem conhecer....mas reeditar 5 livros que ainda se encontram nas bancas (os da Levoir)??
      Mas já sabemos que a escolha foi da Salvat e só espero que as vendas sejam boas.

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    5. Mas se calhar, quando saírem, daqui a UM ANO E MEIO, já não estarão disponíveis.

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    6. "mas reeditar 5 livros que ainda se encontram nas bancas (os da Levoir)??
      Mas já sabemos que a escolha foi da Salvat e só espero que as vendas sejam boas."

      Esta coleção está a sair em 15 países diferentes, e ao que tudo indica há uns quantos volumes que são requisito obrigatório de publicação em todas as coleções, independentemente de serem inéditos ou reedições.

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  5. Olá, porque razão todos os títulos a editar não estão disponíveis no site da salvat? Ou serei eu que não consigo encontrar. Já assinei a colecção, ainda que totalmente às cegas sobre o que estarei a comprar...

    Abraço a todos

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    Respostas
    1. A Salvat não parece ter publicado a lista completa no seu site, mas ela existe, e em vários sites portugueses. Penso que aqui mesmo no Leituras do Pedro. Pedro?

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    2. Aqui vai a listagem disponível. No próximo mês vou inlcuí-la no post sobre os livros de Dezembro.
      COGNMarvel - Listagem

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      58 978-84-471-2851-8 Homem-Aranha: Ilha-Aranha 2

      Boas leituras!

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    3. Obrigado!!!! Verdadeiro servico publico!

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  6. Tenho andando cá com uma vontade de apanhar um daqueles "Watchmen" que tenho visto por aí, mas aqueles 35€, pensar que a Levoir o possa editar...e depois do que li desta entrevista do José de Freitas...hum, acho que vou refriar o ímpeto, não sei não, mas tenho cá para mim...ah e já agora, muito obrigado pelo que tem feito pela BD em Portugal :)

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    1. Quanto ao Watchmen podemos fazer uma pergunta simples e do qual a resposta pode ser muito reveladora, e sem prejudicar o secretismo destas coisas. José, a coleção DC Levoir inclui apenas o Universo DC - ou seja, o universo super-herói tradicional da editora, ou pode incluir outras coisas fora disto? Se disser que só inclui o Universo DC, à partida é porque não será publicado o Watchmen.

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    2. A colecção da DC inclui SÓ Universo DC. Mas há mais colecções este ano, e várias negociações em curso. Tudo é possível. Não há nenhum título discutido ou fechado, além da DC, mas está-se a falar de muitas coisas (e não só Watchmen). Espero que haja anúncios antes do fim do ano.

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    3. Obrigado.

      "Mas há mais colecções este ano"

      Aqui fiquei na dúvida. Ainda há coleções a sair este ano, para além de Marvel Salvat e Bernard Prince - Asa/Público, ou ainda há coleções a ser negociadas este ano?

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    4. Duh! Este ano já não sai mais nenhuma colecção, claro... a próxima é já em 2016, a da DC... que será a primeira da Levoir para o ano... e não a última.

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    5. Devia ter escrito "para o ano" em vez de "este ano", mas pensei que era óbvio...

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  7. Antes de mais os parabéns ao José Freitas pelo trabalho que tens desenvolvido na publicação de BD em Portugal. Deixei de comprar regularmente BD de super-heróis (Marvel ou DC para falar nas 2 grandes) desde há uns 15 anos, sendo cirúrgico nessas aquisições. Para além dos interesses se terem alterado há razões de espaço... Digo isto para "puxar a brasa à minha sardinha" e enfatizar a alegria que foi ver a publicação da primeira colecção "Novelas gráficas" e de ler nas entrelinhas da entrevista que o ano que vem poderá trazer uma segunda ou publicações do mesmo género, o que seria excelente. Saúdo também o projecto de publicarem obras em formato one-shots. Neste caso, parece-me fundamental haver uma divulgação bem pensada. Através dos blogues da especialidade o que dá longo conta dos nerds e depois mais generalizada, referindo data de publicação e locais de venda porque senão, sendo one-shots, corre-se o risco de passarem despercebidos. E de forma atempada, já que às vezes parece que a ideia é "surpreender" os leitores com uma publicação o que a meu ver não faz muito sentido.

    Parabéns também ao Pedro pela excelente entrevista.

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  8. "Quanto à colecção [da DC Comics] da Eaglemoss, não sei nada dela!

    http://ovicio.com.br/veja-lista-da-colecao-graphic-novels-dc-comics-da-eaglemoss/

    Basicamente é uma mistura das 2 coleçoes Dc Levoir e Batman 75 anos,mais uns Batman;Hush,JLA Torre de Babel da Devir,e inumeros titulos que nao saem desde o Formatinho (Lanterna Verde;Crepusculo Esmeralda,Morte do Super-Homem,Titas:Contrato de judas,E muitas bds ineditas tipo Jla O Prego e Flashpoint,

    "Não é agradável para a Levoir sentir que o seu trabalho abre caminho e mercado para a própria empresa que lhe vende os direitos das edições. Mas acredito que as coisas serão contempladas em futuras distribuições da Panini, até porque o relacionamento entre ela e a Levoir é muito cordial, e é perfeitamente possível a Panini conciliar os seus muitos interesses no nosso país."

    Coincidencia ou nao foi o que fez no Brasil com a Salvat editando em Capa Dura o mesmo que eles tipo Extremis,Planeta Hulk,etc

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    1. Eu sei isso, não me expliquei bem. O que queria dizer, é que não conheço a empresa nem sei os seus planos, nem se está presente (indirectamente) em Portugal, etc...

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  9. "O Aranha teve várias edições na Devir e o Capitão América saiu numa colecção de grande tiragem, mas em formatos bem piores que este. E o dos X-Men foi editado numa edição com muito baixa tiragem e vendas muito fracas, devido aos problemas de distribuição que na altura a BDMania sentiu. Não me parece que do ponto de vista do mercado em geral, e dos leitores casuais de comics, seja um problema"

    Vendas mais fracas que Avengers que só se via nas bancas e mal e nem para as livrarias foi,o problema para mim nao e a reedição em si mas de a fazer na coleçao eu só comprei o Batman;ano pela Devir para substituir o da Abril quando saiu a 2a ediçao não comprei novamente,mas ai nao havia lombada para "vender",todos os outros tiveram fnacs e ainda se podem comprar na Mundo Fantasma,.

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  10. Olá,
    Gostava de perguntar ao José Freitas sobre uma possível 2ª Colecção Novelas Gráficas. Se a Levoir decidir avançar com uma nova colecção (Novelas Gráficas), existe a possibildade de mais alguma das obras do Jiro Taniguchi fazer parte dessa colecção?

    cumprimentos

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    1. Haverá certamente uma segunda colecção das Novelas Gráficas, a Sílvia Reig (da Levoir) anunciou isso na entregados Prémios da Amadora, e também disse que não era de excluir mais Taniguchi. Mas os planos não estão fechados... primeiro temos de fazer a colecção da DC!

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    2. Já que anteriormente falaram de reedições, achas que O Homem que Caminha do Taniguchi que saíu em 2005, na colecção da Devir/Correio da Manhã pode ser reeditado nessa colecção, ou então numa próxima?

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    3. Red Tiger, se tiveres interessado em comprar,podes comprar via Olx. Tens lá pelo menos 3 vendedores a vender esse livro - um deles até muito barato - 5€.

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    4. Eu sei, obrigado. Porreiro era que fosse lançado novamente, mas em capa dura.

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