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26/10/2015

Death Note #1 a #12













Li Death Note – 12 volumes de 200 páginas… - de uma vez só, numa mini-maratona de uma semana (mesmo assim com outras leituras pelo meio…), o que veio confirmar a ideia que eu tinha: estamos perante uma excelente série, que justifica uma leitura assim. Integral.

A história base é conhecida: um deus da morte perde o caderno onde escreve os nomes de quem deve matar no mundo dos humanos e ele é encontrado por Light Yagami, que decide utilizá-lo para eliminar criminosos e criar um mundo ideal.
As sucessivas mortes provocam a desconfiança da polícia que, orientada por L, um misterioso mas muito competente investigador, se aproxima cada vez mais de Light. Este confronto entre L e Kira (o nome dado ao super-assassino em série) dura cerca de seis números.
Uma vez concluído, entram em liça Near e Mello, sucessores naturais de L, que empreendem, cada um por seu lado, com métodos diferentes, a caça a Kira.

  

Apesar de tudo o que atrás fica escrito, esta série fundamentalmente policial – apesar do tom fantástico e sobrenatural que está inerente ao tema – praticamente não tem acção, desenvolvendo-se os sucessivos confrontos no plano cerebral. A intriga, intrincada e muito bem urdida por Tsugumi Obata, enleia e prende o leitor, nas sucessivas voltas dadas por Light e L, Near ou Mello, o primeiro tentando afastar as suspeitas que recaem sobre si (ou sobre os outros Kira entretanto surgidos), os outros tentando provar que o suspeito é realmente o culpado.

  

Se sensivelmente a meio há algum esmorecimento da tensão, a verdade é que a trama rapidamente volta a ganhar interesse e a subir a fasquia do confronto mental, num crescendo que explodirá finalmente no último volume, quando o final é atingido.
Final que, coerente, credível e possivelmente o mais acertado, não deixa de ser uma grande surpresa, até porque é totalmente inesperado até poucas páginas do desfecho.

  

No final, de uma leitura altamente aconselhável – e por cuja edição integral, em português, num prazo relativamente curto (cerca de 3 anos) a Devir merece os maiores parabéns – para além da sensação de se ter lido uma daquelas obras que marcam o leitor, ficam ainda algumas questões importantes, possivelmente sem respostas cabais mas merecedoras de reflexão: Até onde pode cada um de nós sobrepor-se à justiça? O que é um mundo ideal? Os fins justificam os meios?

  

Death Note #1 a #12
Tsugumi Ohba (argumento)
Takeshi Obata (desenho)
Devir
Portugal, 2012-2015
130 x 190 mm, 200 p., pb, brochado
9,99 € cada volume

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