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04/05/2015

Pasquale Frisenda na 2.ª Mostra do Clube Tex Portugal




O autor italiano Pasquale Frisenda, desenhador do Tex Gigante #23 – Patagônia, é um dos convidados da 2.ª Mostra do Clube Tex Portugal, que decorre no próximo fim-de-semana, dias 9 e 10 de Maio, na Anadia.
Já a seguir, uma breve apresentação do autor fornecida pela organização.


A ambição em seguir uma carreira como desenhador de banda desenhada esteve sempre presente, mas os passos dados para concretizar este desejo foram por vezes incertos e até casuais. As palavras são do próprio Pasquale Frisenda, milanês de 1970, e são reveladoras de um autor que chega à banda desenhada muito por vocação, mas também guiado pelo destino. E quis este que Frisenda frequentasse um curso de banda desenhada e ilustração de Castelo Sforzesco em Milão. Uma experiência que lhe permitiu contactar com outros nomes do meio e trocar experiências. Graças ao contacto mantido com o Studio Comix de Carlo Ambrosini e Giampiero Casertano, Frisenda começa a colaborar com a revista Cyborg e o seu primeiro trabalho é Tenebra, história que vai desenhar com texto de Michele Masiero.

O grande salto chega com a entrada na equipa de desenhadores de Ken Parker, chegando à Sergio Bonelli Editore quando esta série é adquirida pela editora. Aqui desenhará Mágico Vento, estreando-se com a aventura La Bestia, escrita por Gianfranco Manfredi e a partir do número 32 vai herdar a composição das capas das mãos de Andrea Venturi, desenhando-as até ao número 75 da série. Depois de expressar a Sergio Bonelli a sua vontade em mudar de registo e de personagem, desejando confrontar-se com outras atmosferas, Frisenda é convidado a desenhar um Tex Gigante, uma ocasião que, apesar de não permitir mudar de género, surgirá como uma oportunidade única e irrecusável para o autor, desenhando a aclamada aventura Patagônia, com argumento de Mauro Boselli. Desenha ainda uma curta aventura para Dylan Dog e passa para a série regular de Tex com a aventura Il Segreto del Giudice Bean, uma vez mais com argumento de Boselli

Na banda desenhada Frisenda parece ter o western como constante na sua carreira. Apesar de tudo, Ken Parker, Mágico Vento e Tex são séries com variantes diferentes, mas curiosamente Frisenda não se considera como um desenhador do género ou como um autor capaz de representar o velho Oeste na sua real dimensão ou com a sua verdadeira capacidade. Frisenda considera-se mais um emotivo, um autor que ama o western, toda a sua atmosfera e todas as suas características, factos que o ajudam no seu trabalho.
Mas Tex é o herói por excelência, um monstro sagrado que acompanha Frisenda desde sempre. Quando começou a desenhar Tex em Patagônia, a maior dificuldade para Frisenda veio com a gestão da narração muito própria das aventuras do ranger, aspecto que vai sendo moldado com a ajuda fundamental de Boselli, mas sobretudo com o próprio carácter de Frisenda, desenhador capaz de se documentar tanto ou mais que um argumentista. Tendo encontrado o ritmo certo, Frisenda considera que Patagônia acaba por reflectir a visão que o desenhador tem da personagem, a excelência narrativa de Boselli e a paixão que Sergio Bonelli colocava no seu trabalho, como também se constata ao descortinar as páginas expostas neste evento de Anadia.

2.ª Mostra do Clube Tex Portugal
Museu do Vinho da Bairrada
Anadia
9 e 10 de Maio de 2015

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