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08/01/2015

Abelha Maia, o filme














Nascida “num país cheio de cor”, como cantava o genérico da série que a RTP estreou em 1978, a abelha Maia chega hoje aos cinemas portugueses, para unir pais e filhos.


Se uns recordarão o anime (animação japonesa) que descobriram – ainda a preto e branco! - na televisão, há quase quatro décadas, outros conhecerão a irrequieta abelhinha dos filmes que os pais tinham em casa ou da série 3D que a RTP2 exibiu há pouco tempo.
As duas séries, como “Abelha Maia, o filme”, narram as aventuras da pequena abelha Maia, jovem, ingénua, curiosa e pouco dada a cumprir regras, num mundo que se revela cheio de perigos, mas onde a amizade prevalece e consegue superar tudo, num claro distanciamento da obra em que ela nasceu.
Na nova história, a colmeia atacada por zangãos que roubam a geleia real e colocam em perigo não só a vida da rainha como a existência de toda a comunidade.
Com a ajuda do pequeno zangão Willy, do gafanhoto Flip e da mosca Puck – já presentes na série animada original - bem como de aliados que irá encontrando ao longo da aventura, Maia conseguirá descobrir o verdadeiro culpado e restabelecer a paz.

Se na versão televisiva dos anos 70 dirigida por Hiroshi Saito, uma das primeiras séries de animação dobradas em português, brilhou a canção interpretada por Tozé Brito e Ágata, agora a banda sonora da película conta com as vozes de Mimi Froes e Nicolau Breyner. O veterano actor está igualmente presente na dobragem do filme, ao lado de Margarida Vila-Nova, Francisco Pimentel, Carmen Santos, Ermelinda Duarte ou Bruno Ferreira.
Renata Belo, de apenas 10 anos mas com bastante prática em dobragens, encarna a abelha Maia, e a voz de Willy é de Francisco Magalhães Ferreira, de 11 anos, actualmente no elenco da versão de “O principezinho”, de Filipe La Feria.
A longa-metragem que amanhã estreia em Portugal, tem realização de Alexs Stadermann, que já dirigiu “The Woodlies Movie”  (2012) e tem uma longa experiência como animador em diversas produções Disney para a TV e o cinema.
Produção conjunta da Screen Movies (Austrália) e da ZDF (Alemanha), “Abelha Maia, o filme” utiliza modernas técnicas de animação computorizada, que dotam os intervenientes de um 3D quase ausente na versão original mas que também retiram a esta nova abelha Maia, alguma da simplicidade e ingenuidade com que muitas crianças portuguesas a descobriram.


(Versão revista do texto publicado no Jornal de Notícias de 7 de Janeiro de 2015)

4 comentários:

  1. Olá, Pedro!
    Já em 2012 não falaste da banda desenhada da Abelha Maia. Seria interessante mencionar as BD infantis dessa personagem publicadas em Portugal. Fica a ideia :-)
    Abraço,
    NUno

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    1. Olá Nuno!
      Em 2012, evoquei os 100 anos da Abelha Maia, agora voltou por causa do filme...
      Quanto à questão da BD, devolvo-te o desafio! ;)
      Boas leituras!

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  2. Lembro me dela,mas nao era das favoritas.

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    1. Para mim já chegou tarde, Optimus, mas lembro-me que a música esteve muito em voga.

      Boas leituras... e filmes!

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