Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

13/08/2014

Homem de Ferro: Acreditar














De forma surpreendente e até inesperada, este volume apresenta aquilo que geralmente procuro em histórias de super-heróis.
Explicações já a seguir.


Aquilo que desde sempre mais me afastou – mais me afasta, ainda, tantas vezes – dos comics de super-heróis, são as sagas intermináveis, com inúmeras ramificações e as citações constantes que obrigam a um conhecimento profundo de muito do que as antecedeu.
Homem de Ferro: Acreditar é uma história simples – melhor uma introdução e quatro histórias, interligadas pela instabilidade emocional de Tony Stark, a braços com os seus pesadelos recorrentes, em especial o uso militar dos seus inventos, a sombra protectora de Pepper Pots (desejosa de ser mais do que isso…), e a investigação pelo Homem de Ferro do roubo de quatro amostras do tecno-vírus Extremis, cujo potencial de perigo é inquestionável e incomensurável.
As quatro histórias funcionam autonomame-nte – cada um dos comics em que foram publicadas poderia ser lido por si só – mas juntas formam um todo que faz (todo o) sentido e, embora terminando, deixam soltas pontas suficientes para futuras histórias; a mais evidente de todas, nas páginas finais, conduz à reunião do Homem de Ferro com os Guardiões da Galáxia, como já visto em Guardiões da Galáxia: Vingadores Cósmicos, lançado em Maio último neste mesmo formato.
A par desta ‘autonomia narrativa’ – apesar dela - Homem de Ferro: Acreditar tem também um conjunto de citações e referências que satisfazem o leitor inveterado de comics - mas não fazem o leitor ocasional sentir-se ignorante - e o ajudam a situar os acontecimentos num puzzle mais vasto, em constante expansão.
O conjunto, escrito e desenhado de forma competente, não sendo uma obra que todos vamos recordar, cumpre o propósito de distrair tanto fãs quanto leitores ocasionais.
O que não é assim tão pouco.

Homem de Ferro: Acreditar
(compila a mini-série Believe #1 a #5)
Kieron Guillen (argumento)
Greg Land (desenho)
Jay Leystein (arte-final)
Panini Comics
Portugal, Julho de 2014
170 x 260 mm, 120 p., cor, brochado
9,95 €

3 comentários:

  1. Mas muito inferior a Demon in a Bottle ou Armor Wars (que é parecido com este arco mas mehor escrito) aonde Stark enfrenta fantasmas do passado.

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  2. Acho este Iron Man uns furos abaixo do do Matt Fraction. Greg Land continua a ser mestre em "decalcar" fotografias e a arte de outros.

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  3. Greg Land poderia ilustrar Alan Moore ou Grant Morrison e nunca iria compactuar com esse porno-tracer, chico-esperto, que mostra o pior lado da indústria de comics americanos.

    Se não sabem a que me refiro, sigam o link:

    http://jimsmashextended.blogspot.com.br/2008/07/greg-land-tracing-swiping-recycling.html

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