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20/07/2014

50 anos, 50 edições (II) - 1983-1985







Quase, quase a completar 50 anos de vida – e quase outros tantos de leitor de quadradinhos… - decidi assinalar esta data redonda – que na prática vale tanto como os 49 ou os 51… - evocando 50 edições (mais ou menos) de BD que me marcaram.
Não as 50 melhores obras que li – embora algumas figurassem em ambas as listas – porque esta seria uma relação dependente de momentos e emoções, mas uma lista de 50 obras que marcaram o meu percurso e fizeram de mim o (leitor) que sou hoje.
A ordenação é (sensivelmente) cronológica…
Mais 10 títulos para descobrir já a seguir e os restantes para ver aqui.


Ritmo #15
A primeira publicação da (inconsistente e pouco duradoura) produção própria aos quadradinhos…


Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado
Hugo Pratt
A sede de liberdade, os grandes espaços, o incontornável Corto, a sedutora Pandora e a descoberta de que na BD também havia lugar para grandes romances… desenhados.


Simon du Fleuve: Maílis
Auclair 


Martin Milan : Uma agonia de mil anos
Godard


Silêncio
Comés


Bruno Brazil: Tudo ou nada, Alak 6
Greg e Vance
(lido na revista Tintin, emprestada)


Lanterna Verde/Arqueiro Verde: Os “pássaros da neve” não voam
Neal Adams e Denny O’Neil
(lido no Mundo de Aventuras #507)

Cinco histórias que, de forma diversa, a diferentes níveis, me fizeram dar o salto da BD infanto-juvenil de aventura e humor para uma outra de temática mais adulta – sem nunca ter, no entanto, felizmente, abandonado aquela.


penso, logo existo
Quino
Primeiro encontro com um autor de BD. E primeiro autógrafo!


O Mosquito #9 (5.ª série)
Futura
A descoberta de alguma da melhor BD de então – quase toda espanhola – e de muitos autores portugueses, numa revista que evocava (bons) tempos idos e que tinha igual qualidade, em relação à sua época, o que infelizmente não lhe garantiu mais do que uma curta vida.


Comicarte #8
Com a minha primeira tentativa de escrita sobre BD. Praticamente obrigado!
Marca também, de alguma forma, o início da minha participação activa na divulgação da BD em Portugal.

2 comentários:

  1. Também nesta sua segunda escolha, de uma lista notável (a avaliar pelas primeiras amostras), os nossos caminhos bedéfilos voltam a cruzar-se, com memoráveis (e infindáveis) leituras como as de "A Balada..." e outras histórias de Corto, em álbum e no Tintin; Maílis, de Auclair, um autor de longo fôlego cuja obra literalmente "devorei" quando a descobri no A Suivre; "Silêncio", outra obra maior, incontornável, num álbum da Bertrand que vale o seu "peso em ouro"; Bruno Brazil, "paixão" que não mais me largou, desde que me senti atraído pelo traço de Vance em "Howard Flynn" – e, claro, o Mundo de Aventuras e O Mosquito da Futura, sem os quais a minha carreira profissional na BD não teria sido a mesma.
    Esta evocação de tantos momentos mágicos, num tempo que parece ainda tão próximo, é uma autêntica romagem ao fundo da memória (e do saudosismo, no bom sentido da palavra), para que não se perca o legado de beleza artística e cultural de muitas das obras e dos autores aqui citados.
    Um grande abraço e continuação de boas leituras (e boas memórias).
    Jorge Magalhães

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    Respostas
    1. Caro Jorge Magalhães,
      Boa parte destas obras serão comuns e fundamentais para todos os que leram quadradinhos nas últimas 4 ou 5 décadas. Tenho a sorte de ter a Balada... e Silêncio nas versões da Bertrand - a preto e branco como acho que devem ser lidas!
      A sua presença associado a algumas destas edições mais uma vez só comprova - se tal ainda fosse necessário - a importância que o Jorge Magalhães teve na divulgação da BD em Portugal e na formação aos quadradinhos de gerações de leitores. Pela minha parte, mais uma vez, um grande obrigado.

      Boas leituras!

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