Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

19/09/2013

MediaEntity.01











Simon (argumento)
Émilie (desenho e cor)
Delcourt
França, 28 de Agosto de 2013



Não sou especialmente adepto de ler banda desenhada online – bem pelo contrário. Não consigo usufruir do mesmo prazer que tenho com a leitura em papel e, embora compreenda algumas das razões que podem levar a essa opção – em especial a vantagem económica ou o acesso a clássicos de outra forma indisponíveis – é leitura que raramente me seduz.

Há – possivelmente há cada vez mais – algumas excepções e uma delas é este MediaEntity.01 que, refira-se, tem também existência – diferenciada - no formato álbum desde o passado dia 28 de Agosto.
O motivo principal para esta obra me ter conquistado, é a sua apresentação, que vai (bem) mais longe do que a visualização estática das pranchas originais, assentando numa apresentação dinâmica sequencial de vinhetas e/ou balões, com alguns avanços e recuos e o recurso a grandes planos ou cenas de conjunto. O que, se por um lado pode levantar alguns pruridos a leitores mais conservadores – pela dificuldade de se fazer uma leitura sequencial tradicional – por outro, não sendo mais que uma pobre animação, consegue transmitir um ritmo de leitura e um encadeamento impossíveis de conseguir na leitura em papel, apesar do grande dinamismo do traço de Émilie.
A trama – que embora não seja original, está bem construída e estruturada, graças à existência de sucessivos momentos de suspense – tem como base o piratear da identidade virtual de Éric Magoni, um dos principais traders de um grande banco, seguida da destruição da sua reputação e de uma acusação de desvio de fundos. Após ser preso e conseguir fugir, é recrutado à força por uma organização que, na sombra, tenta lutar contra a globalização… ou algo mais?
A resposta, ainda está por dar mas, desafio os que tiveram a paciência de me ler até aqui, a descobrirem a versão online de MediaEntity e - se quiserem – a compararem-na com a sua versão em papel ou em videojogo pois esta apresenta-se como a primeira BD transmédia da história.

2 comentários:

  1. O "método" usado aqui é similar ao que é utilizado nas histórias publicadas no Thrillbent (http://thrillbent.com/) o project de webcomics do Mark Waid. Pessoalmente acho as animanções para o irritantes.

    Existe um comic que leva esse modelo até à exaustão: Relaunch (http://www.comicbookthinktank.com/yanapax_beta/pc_viewer_with_no_header.html) Mais parece um filme de animação e foi escrito e desenhado utilizando tecnicas de animação.

    O maior problema que encontro em ler bd no PC é as prancha serem na vertical em vez da horizontal e o texto ficar demasiado pequeno.

    O Private Eye do Brian K. Vaughn e do Marcos Martin é uma bd feita a pensar num PC (ou tablets) que resulta bem devido ao formato widescreen é experimentar a ler, caso não se queira pagar para experimentar a ler, basta colocar 0 no preço quando se vai comprar a bd: http://panelsyndicate.com/

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    Respostas
    1. Olá Chaka Sidyn,
      Obrigado pelas informações, vou dar uma espreitadela nas tuas propostas!
      No caso do MediaEntity, o conjunto motivou-me, mas também confesso que prefiro ter o livro na mão e fazer eu a minha "animação"...

      Boas leituras... online ou em papel!

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