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04/06/2013

Apocalipsis Z











Vicente Vegas
Panini Comics
Espanha, Março de 2013
175 x 260 mm, 96 páginas
preto, branco e cinzento, cartonado
15,00 €



Resumo
Esta é uma adaptação aos quadradinhos do romance homónimo de Manuel Loureiro, publicado originalmente em 2005, como folhetim online. O sucesso, traduzido em milhares de seguidores por todo o mundo, obrigou à publicação de um primeiro livro – “El principio del fin” – a que já se seguiram mais dois: “Los dias oscuros” e “La ira de los justos”, já traduzidos em diversas línguas.

História de sobrevivência perante condições (muito) adversas, tem como ponto de partida uma epidemia vírica numa ex-república soviética, desencadeada por um ataque terrorista, que rapidamente se propagou a todo o mundo e transformou a maior parte da humanidade em mortos vivos.

Desenvolvimento
E, sim, já sei, o que estão a dizer: “Isto soa a The WalkingDead”.
Sem dúvida, embora a obra original de Kirkman, Moore e Adlard apenas tivesse pouco mais de um ano quando “Apocalipsis Z” começou a ser publicado.
A adaptação aos quadradinhos, agora, sofre mais com essa comparação, não só devido à popularidade que a série televisiva entretanto granjeou a “The Walking Dead” (ao mesmo tempo que tornou mais popular e apetecível o tem) a - mas também pela escolha do grafismo feita por Vicente Vegas, demasiado próximo do traço de Adlard, mas sem dúvida de inferior qualidade, embora seja notória a evolução ao longo do mesmo.
É verdade que um relato destes funciona melhor a preto e branco – e muitos tons de cinza – deixando ao leitor visualizar os horrores da paleta de vermelhos que são inerentes ao relato, mas o risco assumido pelo desenhador espanhol acaba por ter uma factura elevada.
Isto não retira interesse à história – que vai bem mais longe da curiosidade que a proximidade geográfica que os locais da acção, na vizinha Galiza lhe conferem – pois apesar de alguns aspectos por explicar – quantos são também em “The Walking Dead”? – a luta pela sobrevivência travada pelo protagonista e a sucessão de momentos fortes e acobteccimentos inesperados, conseguem seduzir o leitor.
Advogado que as circunstâncias adversas obrigaram a descobrir dentro de si tudo aquilo que nunca imaginara possível – normalmente é este o resultado das situações-limite sobre aqueles que se revelam sobreviventes – Manel vai aprendendo a evitar tanto os zombies que infestam a sua Pontevedra natal, como aqueles que a nova realidade transformou em feras ainda mais perigosas, num mundo em que reinam o caos e a anarquia e onde a solidão pesa de forma quase inimaginável.


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