Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

27/05/2013

Horácio e Seus Amigos Dinossauros










Volume 1
Maurício de Sousa
Panini Comics
Brasil, Abril de 2013
210 x 290 mm, 116 p., cor, cartonado
R$ 46,00


Favorito de Maurício de Sousa entre todas as suas (muitas e conseguidas) criações, Horácio (res)surge agora de uma forma como (possivelmente muitos) nunca o viram. Com o grafismo de há meio século, quando o simpático T-Rex anão, ingénuo, solitário e vegetariano foi criado.

Fisicamente mais alto, mais magro e menos arredondado, mas em termos de carácter já com a base daquilo que ele viria a personificar e a simbolizar na obra de Maurício: um momento de paz e tranquilidade, a capacidade de olhar para a natureza com um sentimento de gratidão e de dívida e o desejo de estar em harmonia com ela, a vontade de ouvir os outros e partilhar angústias, tristezas, alegrias e anseios, o reencontro consigo próprio e com a tranquilidade interior que é fundamental para vivermos em lugar de apenas sobrevivermos.
Tudo temperado com um humor triste, delicado, ingénuo e tímido, como tímido e ingénuo é Horácio, o eterno órfão que nasceu de um ovo abandonado ao sol, em busca da mãe que nuca conheceu ou, mais ainda do que isso, em busca da integração numa sociedade que – tal como a de hoje – individualista e invejosa, olha de soslaio e tenta oprimir os desfavorecidos, os que são diferentes, os que não seguem o rebanho.
Nestas páginas, originalmente publicadas entre 1963 e 1965, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo, em boa hora recuperadas, Horácio é adoptado por pterodáctilos e mamutes, quase vira carnívoro, fica involuntariamente noivo, descobre um “irmãozinho” que afinal não era, comprova a visita de extraterrestres ao nosso planeta na pré-História, tem uma experiência sobrenatural, descobre árvores falantes, antevê o futuro (da humanidade), é ecologista antes de isso ser moda… e até se encontra com o Cebolinha e o resto da Turma (de então) em histórias que, apesar de terem 50 anos, estão escritas e se lêem como se tivessem sido feitas hoje.
Sobra espaço, ainda, para uma referência para a capa: simples, como o Horácio, mas bela, expressiva e de uma calma e tranquilidade assinaláveis.

2 comentários:

  1. É também um dos meus favoritos como o Bidú, Pelezinho e o Astronauta! Este livro está à venda cá?

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    Respostas
    1. Olá Mário,
      De momento não. Possivelmente virá daqui a meia dúzia de meses...

      Boas leituras!

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