Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

10/05/2013

Hallali pour Ric Hochet









A. P. Duchateau (argumento)
Tibet (desenho)
Le Lombard
França, Janeiro de 1979
223 x 295 mm, 48 p., cor, cartonado
8,30 €


Paixão de adolescência – a que reconheço hoje alguma ingenuidade – regresso recorrentemente a Ric Hochet, não esperando ser surpreendido pelas intrigas policiais de Duchateau e Tibet, antes com a certeza (e a segurança?) do que vou (re)encontrar.

Por isso, me merece (este) destaque este “Hallali pour Ric Hochet”, 28º álbum da série, datado de 1978, lido no “Intégrale Ric Hochet #8” (200 p, 19,99 €), que, para além de uma breve introdução e da reprodução de algumas capas da revista Tintin da época da publicação original das histórias, inclui igualmente “L’epée sur le gourge”, “Opération 100 millions” e “Le fantôme de l’alchimiste” (as duas últimas publicadas em português em álbum pela Dom Quixote).
Tendo lido já um bom número de aventuras da personagem, não hesito em considerar “Hallali pour Ric Hochet” um dos melhores álbuns de uma série que conta quase oito dezenas de títulos.
A intriga foge um pouco aos estereótipos da colecção e no seu desenvolvimento privilegia a acção em detrimento dos habituais momentos de reflexão e dedução. Tudo começa quando Ric, ao sobrevoar uma grande propriedade rural, se apercebe de um grupo de homens armados e com cães que persegue um outro homem. O jornalista aterra para ajudar o fugitivo mas acaba por se ver também ele transformado em presa a abater, por desígnio de alguém que já enfrentou no passado.
O que faz ali Ric e qual a razão para tão estranho desporto só o saberemos (bastante) mais à frente e este desconhecimento (das razões) da intriga que nos acompanhará ao longo de boa parte do relato – que decorre em ritmo bastante rápido – é uma das marcas que distingue esta aventura e marca a diferença.
Outra, é a forma como a narrativa nos é apresentada, com os factos a serem expostos por uma voz em off, de alguém com um papel fundamental mas cuja identidade só nas pranchas finais nos é revelada.


13 comentários:

  1. Também eu regresso, uma forma de recuperar brevemente a jovem adolescência...

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    1. Caro Ricardo Alves,
      O regressar é (bom) sinónimo de que algures dentro de nós continuamos (saudavelmente) adolescentes...

      Boas leituras... adolescentes e adultas!

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    2. Jorge Fernandes10/5/13 17:47

      Nem mais, meus caros! Nem mais!
      Lembrem-se dos jovens dos 7 aos 77

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    3. E, caro Jorge, porquê limitar aos 77 anos??! ;)

      Boas leituras!

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    4. Jorge Fernandes16/5/13 22:00

      Sim... realmente... ;)

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  2. Jorge Fernandes10/5/13 17:45

    Hallali para Ric Hochet (sim, em português), é, sem dúvida, uma excelente aventura.
    Não vou mais longe, porque pouco mais conheço do que o que foi editado por cá. Que foi muito pouco, acrescente-se.
    Hallali para Ric Hochet foi por cá editado, na saudosa revista Tintin. A história, completa, saiu em apenas 4 números, que trazem igualmente completas, Clifton - Coração é o alvo, e Buddy Longway - A Primeira Caçada.

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    1. Olá Jorge,
      Apesar de haver muitas histórias de Ric Hochet inéditas em português, não foram editadas assim tão poucas entre nós, como se pode ver pelo levantamento bibliográfico efectuado pelo Zetantan: http://biblobd.blogspot.pt/2013/04/ensaio-de-bibliografia-portuguesa-xi.html

      Boas leituras... de Ric Hochet em português!

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    2. Jorge Fernandes16/5/13 22:06

      É verdade Pedro. Ainda são bastantes! :)
      Tiro o chapéu ao Zetantan pela compilação!

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    3. Olá Jorge,
      Este trabalho que o Zetanten está a fazer é importante e supre uma lacuna pois, tanto quanto sei, apesar de vários contributos dispersos, não existe nenhum levantamento bibliográfico completo da BD editada em Portugal.

      Boas leituras!

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  3. É sempre agradável (re)ler Ric Hochet... mesmo descontando a emotiva ingenuidade de muitos argumentos da série, que no fundo não foi criada por Tibet e Duchateau para ficar nos anais da BD como obra-prima ou paradigma de um género, mas como simples e salutar entretenimento nas horas de ócio, para divertir e relaxar o espírito, pondo também a trabalhar as "células cinzentas". Pelo menos, é assim que eu a encaro...
    Um abraço do
    Jorge Magalhães

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    1. Sim caro Jorge Magalhães,
      Nem todas as bandas desenhadas - nem todas as outras criações em qualquer área - têm de ser obras-primas para cumprirem a sua função...

      Boas leituras!

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  4. Uma pequena correção (ou duas):
    "Operação 100 Biliões" (assim como "O Fantasma do Alquimista") foi publicado em álbum em Portugal pela Dom Quixote e não pela Futura.
    A Futura editou "Alerta! Extraterrestres!" e "Inimigo através dos Séculos".
    Um abraço.

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    1. Olá Ricardo,
      Obrigado pela leitura atenta! Já fiz a correcção devida no texto.

      Boas leituras!

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