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16/04/2013

El Informativo Nocturno











100% Cult Comics
Jonathan Hickman
Panini Comics
Espanha, Novembro de 2012
170 x 260 mm, 176 p., cor, brochado com badanas
16,00 €


Resumo
Compilação de “The Nightly News”, originalmente publicado nos Estados Unidos em seis comic-books entre Novembro de 2006 e Junho de 2007, é uma reflexão sobre o papel dos meios de comunicação para moldar a realidade ao gosto daqueles que os detêm.
Como ponto de partida tem uma série de atentados organizados por uma organização clandestina, A Mão, e coordenados pelo seu líder, A Voz, contra jornalistas, locutores e repórteres de imagem, com o objectivo de desestabilizar os meios de comunicação social.

Desenvolvimento
A primeira surpresa nesta obra, originalmente surgida numa editora independente norte-americana, a Pronea, é o nome do seu autor: o mesmo Jonathan Hickman que refez há pouco tempo o Quarteto Fantástico, “matando” o Tocha Humana e transformando-o em FF (Fundação Futuro).
(Re)conhecido como argumentista, Hickman, aqui também desenhador, opta por um traço aqui e ali mais próximo do design, com evidentes limitações, em especial ao nível do movimento, com algumas planificações pouco eficientes e o recurso à repetição de poses, o que introduz uma série de condicionamentos e obriga a um esforço acrescido por parte do leitor.
Muito densa na sua concepção – dá a sensação que Hickman quis abordar demasiados aspectos ao mesmo tempo – obriga a uma leitura muito atenta, para interligar a narrativa propriamente dita com os múltiplos aspectos co-relacionados que o autor vai integrando nas pranchas, de diversas formas – notas de rodapé, referências, comentários, infografias…
Denúncia, obviamente subjectiva e ideológica, em tom cínico e descrente, das pressões, influências e manipulações da comunicação social pelos pod(e)res instituídos – económicos, políticos, religiosos, militares… – torna-se algo incómoda por nos obrigar a reconhecer (mesmo não querendo) uma realidade nossa que rejeitamos mas à qual não conseguimos fugir, mesmo não sentindo afinidade com a solução demasiado radical que Hickman explana: a destruição pura e simples, com recurso à violência extrema, daqueles que nos informam – informam mesmo? – quotidianamente.



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