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24/12/2012

Cuento de Navidad Zombi







Jim McCann (argumento)
David Baldeon, Jordi Terragona, Jeremy Treece e Roger Bonet (desenho)
Panini Comics(Espanha, Novembro de 2012)
170 x 260 mm, 112 p., cor, brochado com badanas
11,00 €



Resumo
Adaptação do conto “A Christmas Carol” (“Um conto de Natal” ou “Um Cântico de Natal”, dependendo da tradução), escrito em menos de um mês, para pagar dívidas, por Charles Dckens, em 1843, narra a história de Ebenezer Scrooge, um velho avarento, visitado na véspera de Natal pelos espíritos dos natais passados e futuros, para corrigir a sua postura anti-social. Com a originalidade de o seu mundo estar infestado de mortos-vivos.

Desenvolvimento
Com este tomo (depois de “O Baile” e de “The Walking Dead #4”), encerro a “inusitada trilogia natalícia zombie” que teve lugar nesta última semana aqui em As Leituras do Pedro!
Escritor britânico que viveu durante a primeira metade do século XIX (1812-1870), Charles Dickens é, possivelmente, um dos mais adaptados a outros meios, possivelmente pela forte crítica social das suas narrativas, pelo retrato realista da sociedade vitoriana feita de contrastes e também pelo tom melodramático das suas obras.
Na linha do que acabei de escrever, este “A Christmas Carol” é um dos casos mais paradigmáticos, com as versões a sucederem-se aos mais diversos níveis.
No centro da trama está Ebenezer Scrooge, um velho avarento que sempre viveu para acumular riquezas, esquecendo/ignorando/perdendo familiares, amigos, noiva…
Incapaz de se interessar pelos outros, de se relacional, de ajudar quem quer que seja, na véspera de Natal é visitado pelos espíritos dos natais passados e futuros, que lhe mostram o que era, o que podia ter sido, aquilo em que se transformou, como a sua vida influenciou os outros e o que o espera – a ele e ao mundo - se prosseguir pela mesma senda.
Narrada em bom ritmo, com uma boa adaptação para o novo suporte narrativo, com base em traços expressivos, ágeis, dinâmicos e, acima de tudo, muito funcionais, esta nova versão tem uma originalidade significativa: o mundo de Scrooge foi invadido por mortos-vivos e, como se há de constatar, o culpado é ele - e aqui está a explicação que The Walking Dead ainda não prestou!
Curiosamente, esta inovação não é de somenos nem sequer um simples seguir de modas, pois a introdução das macabras personagens torna mais odiosas as acções de Scrooge – as suas implicações estendem-se mais longe… - e responsabiliza-o de maneira acrescida por aquilo que se tornou o seu mundo.
Sem desvendar (completamente) o final (já conhecido), não posso deixar de referir que, apesar de toda a envolvente fantástica, esta não deixa de ser uma obra bem apropriada à quadra que corre e de espírito bem natalício…


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