Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

14/06/2012

Tex - Edição Histórica #81

A Flor da Morte












Gianluigi Bonelli (argumento)
Guglielmo Letteri (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Novembro de 2011)
135 x 175 mm, pb, 162 p., brochado
R$ 13,90 / 7,00 €





1.       Esta é uma aventura de Tex atípica, para não escrever mesmo de todo invulgar.
2.      Desde logo porque ao longo dela, o ranger não dispara um único tiro, nunca empunha uma arma, não anda à pancada com ninguém, não persegue facínoras em longas cavalgadas, não defronta índios nem mexicanos…
3.      Mais ainda, porque Tex está ausente de 49 das suas 149 pranchas (cerca de 33% do relato) e não tem qualquer influência – bem pelo contrário - no desenlace final.
4.      (O que justifica a sua omissão nas imagens que escolhi para ilustrar este texto).
5.      Depois, pela forma bastante invulgar em Tex, como o argumentista introduz a história, numa página de vinheta única, em que afirma tratar-se de um acontecimento real que lhe teria sido contada por alguém.
6.      Em acréscimo ao que já não era pouco, grande parte do relato assume um tom “científico”, com enunciação de hipóteses e realização de experiências para as confirmar (ou não) – no contexto da época, bem entendido - com El Morisco a surgi como protagonista na avaliação da origem da ameaça, o que faz de Tex e dos seus habituais companheiros pouco mais do que meros figurantes em mais um significativo trecho do relato.
7.      Finalmente, porque esta estranha história – originalmente datada de 1974 – tem na sua origem uma forma de vida extraterrestre, que chega ao território do Arizona num meteorito, logo no seu início, e assume o papel de ameaça que Tex vai combater.
8.     Desta forma, quanto mais não seja pelo seu invulgar tema e pelo atípico desenvolvimento, já se justifica a leitura de “A flor da morte”.


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